Além da Terra, Nas Estrelas…

Mensagens espiritualistas

12 12UTC setembro 12UTC 2009

Hereditariedade Moral

 

(Richard Simonetti)

Frequentemente, os pais transmitem aos filhos
a parecença física.            

Transmitirão também alguma parecença moral?

Não, que diferentes são as almas
ou Espíritos de uns e outros.
O corpo deriva corpo, mas o Espírito
não procede do Espírito.

Entre os descendentes das raças  
apenas há consanguinidade.
Questão 207 de O Livro dos Espíritos.

Vários provérbios ressaltam a ideia
de que os filhos reproduzem defeitos
e qualidades dos pais:

Tal pai, tal filho…

Filho de peixe, peixinho é…

Quem sai aos seus não degenera…

Filhos de gatos, ratos mata…

Filho de burro pode ser lindo, mas um dia dá coice…

Bem, depende do ângulo em que observamos o assunto.

Quanto à estrutura física é notório
que funciona a hereditariedade.
Filha de pais obesos dificilmente será manequim.
Filho de pais magérrimos terá poucas chances
de ser lutador de sumo.

Há, também, certo peso hereditário determinando
o quociente de inteligência.
Pais de QI elevado guardam melhores chances
de gerar filhos inteligentes.
Pesquisas demonstram isso.

Aqui é preciso levar também em consideração
o nível social. Indivíduos de QI elevado
obtem maior sucesso profissional, garantindo razoável
estabilidade econômico-financeira.
Consequentemente seus filhos serão bem nutridos,
terão melhores escolas, cuidados médicos adequados,
vida mais saudável, opções numerosas de esporte e lazer.
Tudo isso favorece o desenvolvimento intelectual.

Imperioso recordar sempre, no estudo da reencarnação,
que o Espírito subordina-se às possibilidades do corpo
que lhe serve às experiências humanas, como um corredor
de Fórmula Um está sujeito às potencialidades de sua máquina.
Ayrton Senna, ás do automobilismo mundial,
afundaria em ostracismo sem um carro de tecnologia de ponta.

Um gênio da Espiritualidade terá imensas dificuldades
em mobilizar seu potencial num corpo subnutrido desde
a gestação.

Isso é claramente demonstrado nas experiências com adoção.
Filho de favelados humildes, paupérrimos, é adotado por
família rica, ainda recém-nascido.
Recebe desde logo o que há de melhor em nutrição
e cuidados médicos. O confronto deste bebê, na idade adulta,
com um irmão que permaneceu na favela, re
velará sensível diferença em favor do primeiro.

O mesmo não se pode dizer quanto à moral.

Não herdamos a bondade ou a maldade,
o altruísmo ou o egoísmo, o vício ou a virtude
de nossos pais.

Esses valores não estão impressos nos genes,
nem se condicionam à estrutura ou desenvolvimento.

Constituem patrimônio do Espírito.

Há, sem dúvida, também aqui, a influência do meio.
A criança é sensível aos exemplos que recebe,
ao pressionamento do ambiente em que vive.

Mas é uma influência relativa, mesmo porque
a evolução moral opera-se de dentro para fora,
a partir da disposição íntima do indivíduo em lutar
contra suas imperfeições e deficiências.

Continua…..

criado por tahyane    11:39 — Arquivado em: Espiritual — Tags:, ,

Hereditariedade Moral (2)

 

(Richard Simonetti)

Por isso os filhos revelam suas próprias características,
eminentemente pessoais, sua maneira de ser,
não raro em oposição ao lugar em que vivem
e aos estímulos que recebem.

A melhor demonstração disso está  no próprio lar.

Numa família de cinco filhos, com os mesmos pais,
o mesmo ambiente, os mesmos cuidados,
sob as mesmas condições, são todos diferentes entre si,
como os dedos da mão.

Há um carinhoso; outro que é muito agressivo.

Há o que não gosta de mentir; outro que se destaca
por ser amigo do engodo.

Há o fascinado por sons estridentes;
outro que prefere música suave.

Há o ávido por aventuras amorosas; outro extremamente
comedido no relacionamento afetivo.

Entre pais e filhos, a mesma antítese.

Exemplo marcante: Marco Aurélio e Cômodo.

Marco Aurélio, o mais virtuoso e sábio dos imperadores romanos,
imortalizado por seu amor à filosofia e às letras.

Cômodo, seu filho, teria passado anônimo pela História,
não fora o lamentável destaque para sua crueldade e devassidão.

A moral, portanto é a carteira de identidade do Espírito,
dando-nos conta de que ele é filho de si mesmo,
de seus patrimônios íntimos, de suas experiências pretéritas,
revelando-nos o estágio de evolução em que se encontra.

Noutro dia, referindo-se a uma família onde pais e filhos
têm comportamento imoral, sempre dispostos a lesar
o semelhante, um amigo comentava:

— É tudo farinha do mesmo saco.

Realmente, isto pode acontecer, não por herança moral
ou mera influência ambiente, mas por afinidade.

Uma família de bandidos é constituída
por Espíritos que tem essa tendência.

Uma família de gente honesta e digna
integra Espíritos do mesmo porte.

Há, ainda, a “ovelha negra”, um filho degenerado,
de comportamento inconsequente e vicioso,
no seio de uma família ajustada.
Espírito atrasado que foi acolhido
com o propósito de ser ajudado em seu aprendizado.

O inverso também acontece: uma “ovelha branca” entre marginais.
Espírito evoluído numa tarefa sacrificial em favor dos familiares.

Algo semelhante ocorre em relação à vocação,
ponta visível de nosso universo íntimo,
sem subordinação a fatores hereditários ou ambientes.

Desde a mais tenra infância a criança revela tendências
e habilidades relacionadas com determinada atividade que,
não raro, surpreendem os adultos.

Se houvesse uma escola para os pais uma disciplina
seria indispensável: como ajudar os filhos a seguir
suas inclinações, no indispensável casamento entre
vocação e profissão.

Quando isto não ocorre, temos verdadeiros desastres:

Maus médicos que seriam excelentes fazendeiros.

Maus advogados que seriam ótimos músicos.

Maus administradores que se dariam bem melhor como operários.

Diz Gibran Khalil Gibran, em “O Profeta”:

Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia da Vida por si mesma.

Eles vem através de vós mas não são de vós.

E embora convivam convosco, não vos pertencem.

Jesus diz algo semelhante no famoso diálogo
com Nicodemos, quando proclama:

O Espírito sopra onde quer; tu lhe ouves a voz,
mas ignoras donde ele vem e para onde vai…

Os dois textos aplicam-se à concepção reencarnacionista,
dando-nos conta de que os filhos trazem
suas próprias aptidões e senso moral.

Podemos e devemos auxiliá-los a desenvolver
para o Bem esses valores.
Para isso estão juntos de nós.

Consideremos, contudo, que chegará o momento
em que seguirão seus caminhos.
Então, aprenderão com seus próprios erros
e crescerão com seus próprios acertos.

Richard Simonetti
do Livro Quem tem medo dos Espíritos?
 

criado por tahyane    11:00 — Arquivado em: Espiritual — Tags:, ,

14 14UTC julho 14UTC 2009

O Bem e o Mal

 

- Médium, senhora Costel-

Sociedade Espírita de Paris

Eu te ensinarei o verdadeiro conhecimento
do bem e do mal que o Espírito confunde
tão freqüentemente.

O mal é a revolta dos instintos
contra a consciência, esse tato interior
e delicado que é o toque moral.

Quais são os limites que os separam
do bem que costeia por toda a parte?
O mal não é complexo: ele é um, e emana
do ser primitivo que quer a satisfação
do instinto às expensas do dever.

O instinto, primitivamente destinado
a desenvolver no homem animal o cuidado
de sua conservação e de seu bem-estar,
é a única origem do mal; porque, persistindo
mais violento e mais áspero em certas naturezas,
impele-os a se apoderar do que desejam
ou a concentrar o que possuem.

O instinto, que os animais seguem cegamente,
e que lhes é a própria virtude, deve ser,
sem cessar, combatido pelo homem que quer
se elevar e substituir o grosseiro instrumento
da necessidade pelas armas finamente
cinzeladas da inteligência.

Mas, pense, o instinto não é sempre mal, e,
freqüentemente, a Humanidade lhe deve
sublimes inspirações, por exemplo, na maternidade
e em certos atos de devotamento, onde substitui
, segura e prontamente, a
reflexão.

Minha filha, tua objeção é precisamente
a causa do erro, na qual caem os homens prontos
a menosprezarem a verdade sempre absoluta
em suas conseqüências.
Quaisquer que possam ser os bons resultados
de uma causa má, os exemplos não devem nunca
fazer concluir  contra as premissas
estabelecidas pela razão.

O instinto é mau, porque é puramente humano
e a Humanidade não deve pensar que se deve despojar,
ela mesma, deixar a carne para se elevar ao Espírito;
e se o mal costeia o bem, é porque seu princípio,
freqüentemente, tem resultados opostos a si mesmo
que o fazem menosprezar pelo homem leviano
e levado pela sensação.

Nada de verdadeiramente bem pode emanar do instinto:
um sublime impulso não é mais o devotamento
do que uma inspiração isolada não é o gênio.

O verdadeiro progresso da Humanidade é a sua luta
e seu triunfo contra a própria essência de seu ser.
Jesus foi enviado sobre a Terra para prová-la humanamente.
Pôs a descoberto, bela fonte enterrada
na areia da ignorância.
Não perturbeis a limpidez da divina bebida
com os compostos do erro.

E, crede-o, os homens que não são bons e devotados
senão instintivamente, o são mal; porque sofrem
uma cega dominação que pode, de repente,
precipitá-los no abismo.

………………………………..
Fonte Revista espirita 1862
 

criado por tahyane    12:45 — Arquivado em: Auto Ajuda — Tags:

9 09UTC julho 09UTC 2009

Marco da Reencarnação

 

(Espírito de Miramez)

A reencarnação na Terra tem limites,
desde que o Espírito chegue a uma condição
de não mais precisar vestir a roupagem da carne;
no entanto, considerando que a reencarnação
se constitui em mudanças, e olhando para a vida eterna
plena de transformações, ela se nos apresenta sem limites,
porque as mudanças são permanentes.

Tudo reassume novos corpos
na pauta da vida contínua;
pode-se dizer, não encontrando outra expressão,
que a vida se compõe de um seqüente movimento.

Em todo lugar onde estagiamos, buscando experiências,
existe a oportunidade extrema, nos mostrando
o ponto final que podemos suportar naquele mundo;
entretanto, não são extremos permanentes e, sim,
limites do mundo em que estamos e que nós suportamos.

A evolução não tem barreiras;
as mudanças são eternas
em todas as escalas da vida.

Crescemos sempre, é o que podemos dizer.
No ponto em que a humanidade se encontra
na Terra, como mundo de expiações e provas,
prestes a sair deste estágio, precisamos trabalhar
dentro de nós, em preparo para alcançar
um mundo de regeneração.

Assim se processa a subida cada vez melhor,
até a depuração espiritual que a vida
pode nos oferecer..
E a Doutrina Espírita nos fala desta verdade,
notícia que muito nos agrada, por já sentirmos
o ambiente da felicidade; e para tanto,
trabalhamos no ambiente do amor.

Os benfeitores espirituais que orientam a humanidade,
sob a égide de Jesus, têm uma grande tolerância,
por saberem que o Espírito revestido de carne
recebe muita influência do magnetismo inferior,
mas, mesmo assim, deve lutar, porque é no esforço
de cada dia que poderá alcançar a liberdade,
dominando as paixões.

Nada tem limites, a não ser nos estágios,
mas para adentrar em outra seqüência de
aperfeiçoamento; assim é a vida, cheia de alegria,
amor e caridade.
O perispírito pode chegar à certa elevação
de se confundir com o Espírito sujeito
à reencarnação na Terra; e o próprio corpo,
em mundos superiores, também se confundir
com o perispírito nos mundos inferiores.

Entreguemo-nos, encarnados e desencarnados,
à perfeição moral, juntamente com a sabedoria divina,
no sentido de atingirmos um grau elevado
do Espírito imortal, doando amor e espargindo luzes
em todas as direções.
Essa é a vida naquele ambiente de felicidade
imperturbável.

O Espiritismo nos concita ao trabalho
na nossa intimidade, sempre na exemplificação
das virtudes de ouro que o Evangelho de Jesus,
na amplitude do amor, nos oferta como caminho,
verdade e vida, considerando o amor como ponto
de partida, que é igualmente o ponto de chegada,
por se mostrar em todos os estágios das dimensões.

O amor é o hálito de Deus e o clima onde o Cristo vive.
Estamos vivendo a aproximação do fim dos tempos,
onde dominam expiações e provas, na busca de outro mundo
para a nossa regeneração.

A humanidade caminha sob a aflição da dor, contudo,
recebe permanentemente lições valiosas,
envolvidas com a verdade que podemos entender
como a libertação.

O mundo atual vivem em torno de dois monstros
que devoram todas as esperanças, que se chamam
orgulho e egoísmo, que devem ser expulsos
das nossas vidas.
Basta analisarmos com ponderação, que encontraremos
essas duas feras devorando nossas alegrias.

Lutemos para vencer essa guerra,
que entraremos na era da felicidade,
sentindo o Senhor irradiando nas nossas consciências,
em completa integração com Jesus,
que domina nossos destinos.

Entendemos que nada tem limites;
tudo se transforma, mas sempre para melhor,
sendo Deus a fonte das nossas vidas,
em quem devemos confiar e a quem devemos
servir com humildade e amor.

espirito de Miramez/João Nunes Maia
de Máximas de Luz
 

criado por tahyane    11:24 — Arquivado em: João Nunes Maia — Tags:

27 27UTC fevereiro 27UTC 2009

Aptidões

 

 

 

 

Deus criou iguais todos os Espíritos,
mas cada um destes vive há mais ou menos tempo,
e, conseguintemente, tem feito maior ou menor
soma de aquisições.

A diferença entre eles está na diversidade
dos graus da experiência alcançada
e da vontade com que obram,
vontade que é o livre-arbítrio.
Daí o se aperfeiçoarem uns mais rapidamente
do que outros, o que lhes dá aptidões diversas.
 
Necessária é a variedade das aptidões,
a fim de que cada um possa concorrer para
a execução dos desígnios da Providência,
no limite do desenvolvimento de suas forças físicas
e intelectuais. O que um não faz, fá-lo outro.

Assim é que cada qual tem seu papel útil a desempenhar.
Demais, sendo solidários entre si todos os mundos,
necessário se torna que os habitantes dos mundos superiores,
que, na sua maioria, foram criados antes do vosso,
venham habitá-lo, para vos dar o exemplo.
 
 
Passando de um mundo superior a outro inferior,
conserva o Espírito, integralmente, às faculdades adquiridas.
Já temos dito que o Espírito que progrediu não retrocede.

Poderá escolher, no estado de Espírito livre,
um invólucro mais grosseiro, ou posição mais precária
 do que as que já teve, porém tudo isso para lhe servir
de ensinamento e ajudá-lo a progredir.
 
Assim, a diversidade das aptidões entre os homens
 não deriva da natureza íntima da sua criação,
mas do grau de aperfeiçoamento a que tenham chegado
 os Espíritos encarnados neles.

Deus, portanto, não criou faculdades desiguais;
 permitiu, porém, que os Espíritos em graus diversos
de desenvolvimento estivessem em contato,
para que os mais adiantados pudessem auxiliar
o progresso dos mais atrasados e também para que os homens,
 necessitando uns dos outros, compreendessem a lei
de caridade que os deve unir.
 
 
 

Allan Kardec
em Livro dos Espíritos

criado por tahyane    12:22 — Arquivado em: Espiritual — Tags:

19 19UTC fevereiro 19UTC 2009

A Convivência Perfeita

 

 

Richard Simonetti

Mário Vicente era vidrado na idéia das
 famílias espirituais, que se sobrepõem às precárias
ligações sangüíneas.

Pois é - dizia, entusiasmado, a um confrade espírita
-, os Espíritos tendem a formar grupos
afins nos caminhos da vida.

- Reencarnam juntos?

- Sim, sempre que possível, compondo lares ajustados
e harmônicos, "um por todos, todos por
um".

- Você vive com sua família espiritual?

Mário Vicente esboçou um sorriso triste.

- Quem me dera! Lá em casa nosso relacionamento
funciona mais na base de "cada um por si e Deus por todos".
Estamos longe de um entendimento razoável.
É muita discussão, muita briga…

Somos velhos adversários amarrados pelo sangue
a fim de nos reconciliarmos.

- Recebeu alguma revelação?

- Não… nem seria preciso!
Basta observar nossos conflitos.

- A barra é pesada?

- Bem… não é tanto assim.
Gosto muito de minha mulher.
Até pensei, durante os primeiros tempos, fosse
uma alma gêmea. Ela é dedicada ao lar, mãe prestimosa.

Ocorre que é um tanto voluntariosa e, não raro, agressiva.
 Faz tempestade em copo d’água. Considero a Ernestina meu teste
de paciência. Nossos "santos" estranham-se freqüentemente.

- E os filhos?

- Adoro todos eles, mas são Espíritos imaturos
que dão trabalho e não raros desgostos.

Imagine que Pedro, o mais velho, envolveu-se com drogas!
Júnior, o do meio, "aborrescente" típico, vive a me questionar;
Jussara é delicada e sensível mas puxou o gênio da mãe.
Se contrariada, sai de perto! Um horror!

- São seus credores. Cobram prejuízos que você
lhes causou em vidas anteriores…

- Certamente! Estou consciente desse compromisso.
Tento fazer o melhor, sustentando a estabilidade do lar.

No entanto, não é fácil. As vezes perco o controle.
Envergonho-me das brigas em que me envolvo…
Convenhamos, porém, que ninguém é de ferro…

Mário Vicente suspirou, emocionado:

- Sinto falta de um relacionamento familiar
sustentado por legítima afinidade.
Todos olhando na mesma direção, empenhados
em cultivar a paz, o trabalho do bem,
a amizade, a compreensão…

Seria o paraíso! Vejo-me como um retardatário,
preso a compromissos decorrentes de besteiras que
andei cometendo purgando meus débitos.
Certamente aprontei muito!

- Espera alcançar a família espiritual?

- Claro! Hei de cumprir minhas obrigações,
 fazendo o melhor, a fim de merecer um retomo ao
convívio de meus queridos, em estágios mais altos…
Tenho convicção de que uma companheira muita amada
espera por meu sucesso nas provações humanas
para nos reunirmos.

Animado por seus sonhos Mário Vicente  esforçava-se
para superar as dificuldades de relacionamento
junto à esposa e filhos. Tolerava suas impertinências.
Fazia de tudo para ajudá-los.

Exercitava carinho e compreensão.
O atendimento dos compromissos junto à família
 humana haveria de lhe proporcionar o
sonhado reencontro com a família espiritual.

Passaram-se os anos.

Os filhos casaram, vieram netos, ampliou-se o grupo familiar,
sucederam-se os problemas, mas nosso herói até que conseguiu
sair-se relativamente bem, acumulando méritos.

Ao completar setenta e dois anos regressou à Pátria Espiritual.

Espírita esclarecido, não teve dificuldade para reconhecer-se
livre do escafandro de carne, amparado por generosos benfeitores.

Após os primeiros tempos, já adaptado à nova situação,
procurou dedicado orientador da instituição socorrista que o abrigara.

Foi logo pedindo, inspirado pelo ideal que acalentava:

- Estimaria, se possível, receber notícias
de minha família espiritual…

- Seus familiares estão bem, nas lutas de sempre,
sofrendo e aprendendo, como todos os homens.

- Estão reencarnados? Pensei que os encontraria aqui!

- Você conviveu com eles até alguns meses atrás.

Não sabe que continuam na Terra?

- Não me refiro à família humana.
Anseio abraçar os entes queridos de priscas eras, e
sobretudo, a amada perdida nas brumas do passado…

O mentor sorriu:

- Falou bonito, mas está equivocado, meu amigo.
Sua família espiritual é aquela que lhe marcou a experiência
na carne. Sua esposa é uma alma de eleição.
Os filhos são antigos companheiros de jornada evolutiva.

Desde remoto passado vocês vivem experiências em comum.

- Mas e os nossos problemas de relacionamento?

- Haveriam de experimentá-los mesmo que se transferissem
para a esfera do Cristo.

Como ensinava o Mestre, ainda há muita dureza
 no coração humano.

- Que devo fazer?

- Você se julgava um retardatário. Na verdade, não obstante
 suas limitações, está um pouco à frente do grupo familiar,
 ainda lento na aquisição de valores espirituais.

Tem, portanto, o dever de ajudá-lo.
Foi essa a sua tarefa na última existência.

Será esse o seu compromisso agora, exercitando
a função de protetor espiritual junto aos seus.

E Mário Vicente, que tanto ansiara por sua família espiritual,
 constatou que estivera com ela durante décadas,
 sem se dar conta disso.

Muita água rolaria no rio da vida até que todos
 ganhassem asas, habilitando-se à convivência perfeita.

Fonte: Revista Espírita
Reformador março/1997

criado por tahyane    11:41 — Arquivado em: Espiritual — Tags:

18 18UTC fevereiro 18UTC 2009

Ideias Durante o Sono

Livro dos Espíritos - Capítulo VIII - Emancipação da Alma - Questão 410

a) Dá-se também que, durante o sono, ou quando nos achamos
apenas ligeiramente adormecidos, acodem-nos idéias que nos
parecem excelentes e que se nos apagam da memória,
apesar dos esforços que façamos para retê-las.
Donde vêm essas idéias?

Provêm da liberdade do Espírito que se emancipa e que,
emancipado, goza de suas faculdades com maior amplitude.
Também são, frequentemente, conselhos que outros Espíritos dão.

De que servem essas idéias e esses conselhos,
desde que, pelo esquecer, não os podemos aproveitar?

Essas idéias, em regra, mais dizem respeito ao mundo dos Espíritos
do que ao mundo corpóreo. Pouco importa que comumente
o Espírito as esqueça, quando unido ao corpo.
Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração de
momento.

Quando dormimos, afrouxam-se os laços que ligam o
corpo ao Espírito.

Estando mais liberto, o Espírito sai em busca do que mais
constar com a sua afinidade, comunicando-se inclusive com
outros Espíritos desencarnados ou encarnados.

Aqueles que se ligam aos instintos mais grosseiros vão
até os locais onde predomina esse tipo de vibração.

Os que procuram sempre se esforçar para se ligar a tudo o
que é superior, durante o sono, seu Espírito liberto irá
procurar os seres que lhe são superiores, conversando com
eles e se instruindo, podendo até participar de trabalhos de
auxílio.

Durante o sono, podemos sempre estar em contato direto
com o mundo dos Espíritos.

O sonho, portanto, é a lembrança do que o Espírito viu
durante o sono, mas, por estar ele parcialmente liberto do
corpo físico, o cérebro não capta com exatidão tudo o que
viu ou falou, já que ele, o cérebro, faz parte do corpo físico.
Na maioria das vezes, misturam-se imagens que o
Espírito viu, com acontecimentos do dia-a-dia do mundo
atual, gerando sonhos confusos, “sem pé nem cabeça”.

Muitas vezes, vemos cenas de vidas passadas que para o
Espírito tem significado, mas que para a sua vida corporal
atual nada diz de realidade.

Apressamo-nos então a querer interpretar os sonhos,
gerando várias fantasias em que nenhum fundamento
racional existe.

Há também os pressentimentos oriundos dos sonhos.
Acontece que, como o Espírito durante o sono não se desliga
plenamente do corpo físico, deste continua sofrendo
influência e, portanto, ele vê uma coisa mais que toma a
aparência do que se deseja na vida física atual.

Por tudo isso e, principalmente, considerando a parcial
liberdade que o Espírito obtém durante o sono, temos idéias,
recebemos conselhos e vemos imagens que, ao acordarmos,
por mais que nos esforcemos, não conseguimos recordar
porque referem-se mais ao mundo dos Espíritos do que ao
mundo dos encarnados.

Quando algo é importante para nós, fica guardado em
nosso Espírito para que na hora certa, tudo se aflore como se
fosse uma intuição.

Recebemos os conselhos dos Espíritos superiores de
como agir em situações críticas ou de sofrimento.

Chegado o momento crítico, vêm à nossa mente
tudo o que ouvimos durante o sono, mas,
cabe somente a nós, com a utilização de
nosso livre-arbítrio, seguir os bons conselhos ou não.

Para que possamos ter o direito de, durante o sono,
visitarmos locais superiores ao que vivemos, temos que
cultivar, enquanto acordados, a paciência com o nosso
semelhante, a resignação ao sofrimento, praticar a caridade
com o nosso companheiro necessitado, etc.

Jesus já nos alertou: “Onde você depositar o seu tesouro,
ali estará o seu coração.”

Não podemos viver uma vida desregrada e desvinculada
das normas cristãs e quando dormirmos almejarmos mundos
superiores.

Vitório

(Fonte - Revista o Seareiro 58/ago-2006)

criado por tahyane    16:53 — Arquivado em: Espiritual — Tags:

17 17UTC fevereiro 17UTC 2009

A Música

Léon Denis

A música é a voz dos céus profundos.
Tudo no espaço traduz-se em vibrações harmônicas,
e certas categorias de espíritos não se comunicam
entre si senão através de ondas sonoras.

A sinfonia e a melodia não são na Terra
senão ecos enfraquecidos e deformados
dos concertos celestes.

Nossos mais perfeitos instrumentos possuem sempre
alguma coisa de mecânico e de duro, enquanto que
os processos de emissão do espaço produzem
sons de infinita delicadeza.

É por isso que em todos os graus da escala
dos mundos e da hierarquia dos espíritos
a música ocupa lugar considerável
nas manifestações do culto que as almas
prestam a Deus.

Nas esferas superiores, ela se torna uma das formas
habituais da vida do ser, que se sente mergulhado
nas ondas de harmonia de intensidade
e suavidade inexprimíveis.

Quando das grandes festas no espaço,
dizem-nos nossos guias espirituais,
quando as almas se unem aos milhões
para prestarem homenagem ao Criador,
na irradiação de sua fé e de seu amor,
delas escapam eflúvios, radiações luminosas
que se colorem de várias tonalidades
 e se transformam em vibrações melodiosas.

As cores transformam-se em sons,
e dessa comunhão dos fluidos,
dos pensamentos e dos sentimentos
desprende-se uma sinfonia sublime,
à qual respondem os longínquos acordes
 vindos das esferas, dos inúmeros astros
que povoam a imensidão.

Então, do alto descem outros acordes,
ainda mais possantes, e um hino universal
faz estremecerem céus e terras.
À percepção desses acordes o espírito se dilata
e se regozija; ele se sente viver na comunhão divina
e entra num encantamento que chega ao êxtase.

(Capítulo 6 do livro O espiritismo na arte)

criado por tahyane    18:13 — Arquivado em: Espiritual — Tags:

6 06UTC novembro 06UTC 2007

Quando o médium é você

Veja o que Kardec diz: “O pensamento do Espírito encarnado age sobre os fluidos espirituais como também o dos Espíritos desencarnados;

"transmite-se de Espírito a Espírito, pela mesma via e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos circundantes.”

Ora, você não manipula os fluidos como manipula um líquido ou uma
massa; na verdade, você trabalha sobre eles com o pensamento. Os Espíritos evoluídos, ao simples toque do pensamento, transformam os fluidos e dão-lhes as qualidades que desejam.

Eles conseguem isso pelo fato de terem avançado, evoluído. Você poderá conseguir muitas coisas se se dispuser a isso.

Como? Procurando disciplinar-se mentalmente; desejando, intensamente, realizar algo em benefício do próximo; acreditando que é realmente capaz.

Se fizer isso, além de poder realizar por você e pelos outros alguma coisa, contará ainda com a presença dos Espíritos.

Como você já sabe, os seus fluidos e os fluidos deles, Espíritos, se somarão e serão ainda mais fortes para ajudar.

Não é por outra razão que muitas pessoas, depois de um bom preparo, conseguem assistir espiritualmente outras, ou seja, se transformam em passistas.

Elas não são aqueles médiuns especiais, não vêem nem ouvem os Espíritos, não psicografam nem pintam, mas sabem que são médiuns na acepção geral, como todos são, e com isso se postam a ajudar.

Há pessoas, até mesmo, que nada sabem do Espiritismo, que jamais estudaram os fluidos, enfim, que nunca ouviram falar da influência dos Espíritos sobre nós, mas que, por sua natureza e pela grande vontade, firme mesmo, de ajudar, conseguem fazer coisas maravilhosas.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Wilson Garcia
Do livro: Você e os Espíritos
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

criado por tahyane    16:33 — Arquivado em: Espiritual — Tags:

12 12UTC abril 12UTC 2007

A Convivência Perfeita

 

Mário Vicente era vidrado na idéia das famílias espirituais,
que se sobrepõem às precárias ligações sangüíneas.

Pois é - dizia, entusiasmado, a um confrade espírita -,
os Espíritos tendem a formar grupos afins nos caminhos da vida.

- Reencarnam juntos?
- Sim, sempre que possível, compondo lares ajustados e harmônicos,
"um por todos, todos por um".

- Você vive com sua família espiritual?
Mário Vicente esboçou um sorriso triste.

- Quem me dera! Lá em casa nosso relacionamento funciona
mais na base de "cada um por si e Deus por todos".
Estamos longe de um entendimento razoável.
É muita discussão, muita briga…
Somos velhos adversários amarrados
pelo sangue a fim de nos reconciliarmos.

- Recebeu alguma revelação?
- Não… nem seria preciso!
Basta observar nossos conflitos.
- A barra é pesada?

- Bem… não é tanto assim. Gosto muito de minha mulher.
Até pensei, durante os primeiros tempos, fosse uma alma gêmea.
Ela é dedicada ao lar, mãe prestimosa. Ocorre que é um tanto
voluntariosa e, não raro, agressiva. Faz tempestade em copo d’água.
Considero a Ernestina meu teste de paciência.
Nossos "santos" estranham-se freqüentemente.

- E os filhos?

- Adoro todos eles, mas são Espíritos imaturos
que dão trabalho e não raros desgostos.
Imagine que Pedro, o mais velho, envolveu-se com drogas!
Júnior, o do meio, "aborrescente" típico, vive a me questionar; J
ussara é delicada e sensível mas puxou o gênio da mãe.
Se contrariada, sai de perto! Um horror!

- São seus credores. Cobram prejuízos que você
lhes causou em vidas anteriores…

- Certamente! Estou consciente desse compromisso.
Tento fazer o melhor, sustentando a estabilidade do lar.
No entanto, não é fácil. As vezes perco o controle.
Envergonho-me das brigas em que me envolvo…
Convenhamos, porém, que ninguém é de ferro…

Mário Vicente suspirou, emocionado:

- Sinto falta de um relacionamento familiar
sustentado por legítima afinidade.
Todos olhando na mesma direção, empenhados
em cultivar a paz, o trabalho do bem,
a amizade, a compreensão…

Seria o paraíso! Vejo-me como um retardatário,
preso a compromissos decorrentes de besteiras que
andei cometendo purgando meus débitos.
Certamente aprontei muito!

- Espera alcançar a família espiritual?

- Claro! Hei de cumprir minhas obrigações,
fazendo o melhor, a fim de merecer um retomo ao
convívio de meus queridos, em estágios mais altos…

Tenho convicção de que uma companheira
muita amada espera por meu sucesso nas provações
humanas para nos reunirmos.

Animado por seus sonhos Mário Vicente esforçava-se
para superar as dificuldades de relacionamento
junto à esposa e filhos. Tolerava suas impertinências.
Fazia de tudo para ajudá-lo. Exercitava carinho e compreensão.

O atendimento dos compromissos junto à família humana
haveria de lhe proporcionar o
sonhado reencontro com a família espiritual.

Passaram-se os anos.
Os filhos casaram, vieram netos, ampliou-se o grupo familiar,
sucederam-se os problemas, mas nosso herói até que conseguiu
sair-se relativamente bem, acumulando méritos.
Ao completar setenta e dois anos regressou à Pátria Espiritual.

Espírita esclarecido, não teve dificuldade para reconhecer-se
livre do escafandro de carne, amparado por generosos benfeitores.
Após os primeiros tempos, já adaptado à nova situação,
procurou dedicado orientador da instituição socorrista que o abrigara.

Foi logo pedindo, inspirado pelo ideal que acalentava:

- Estimaria, se possível, receber notícias de minha família espiritual…

- Seus familiares estão bem, nas lutas de sempre,
sofrendo e aprendendo, como todos os homens.

- Estão reencarnados? Pensei que os encontraria aqui!

- Você conviveu com eles até alguns meses atrás.
Não sabe que continuam na Terra?

- Não me refiro à família humana. Anseio abraçar os entes queridos
de priscas eras, e sobretudo, a amada perdida
nas brumas do passado…

O mentor sorriu:

- Falou bonito, mas está equivocado, meu amigo.
Sua família espiritual é aquela que lhe marcou a experiência na carne.
Sua esposa é uma alma de eleição.
Os filhos são antigos companheiros de jornada evolutiva.
Desde remoto passado vocês vivem experiências em comum.

- Mas e os nossos problemas de relacionamento?

- Haveriam de experimentá-los mesmo que se transferissem
para a esfera do Cristo. Como ensinava o Mestre,
ainda há muita dureza no coração humano.

- Que devo fazer?

- Você se julgava um retardatário. Na verdade,
não obstante suas limitações, está um pouco à frente
do grupo familiar, ainda lento na aquisição de valores espirituais.

Tem, portanto, o dever de ajudá-lo.
Foi essa a sua tarefa na última existência.
Será esse o seu compromisso agora, exercitando
a função de protetor espiritual junto aos seus.

E Mário Vicente, que tanto ansiara por sua família espiritual,
constatou que estivera com ela
durante décadas, sem se dar conta disso.

Muita água rolaria no rio da vida até que todos
ganhassem asas, habilitando-se à convivência
perfeita.

 

RICHARD SIMONETTI
Fonte: O Reformador-1997-03

criado por tahyane    12:26 — Arquivado em: Espiritual — Tags:

18 18UTC novembro 18UTC 2006

Aptidões

 

Deus criou iguais todos os Espíritos, mas cada um destes vive há mais ou menos tempo, e, conseguintemente, tem feito maior ou menor soma de aquisições.
A diferença entre eles está na diversidade dos graus da experiência alcançada e da vontade com que obram, vontade que é o livre-arbítrio. Daí o se aperfeiçoarem uns mais rapidamente do que outros, o que lhes dá aptidões diversas.

Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. O que um não faz, fá-lo outro. Assim é que cada qual tem seu papel útil a desempenhar. Demais, sendo solidários entre si todos os mundos, necessário se torna que os habitantes dos mundos superiores, que, na sua maioria, foram criados antes do vosso, venham habitá-lo, para vos dar o exemplo.

Passando de um mundo superior a outro inferior, conserva o Espírito, integralmente, às faculdades adquiridas. Já temos dito que o Espírito que progrediu não retrocede.
Poderá escolher, no estado de Espírito livre, um invólucro mais grosseiro, ou posição mais precária do que as que já teve, porém tudo isso para lhe servir de ensinamento e ajudá-lo a progredir.

Assim, a diversidade das aptidões entre os homens não deriva da natureza íntima da sua criação, mas do grau de aperfeiçoamento a que tenham chegado os Espíritos encarnados neles. Deus, portanto, não criou faculdades desiguais; permitiu, porém, que os Espíritos em graus diversos de desenvolvimento estivessem em contacto, para que os mais adiantados pudessem auxiliar o progresso dos mais atrasados e também para que os homens, necessitando uns dos outros, compreendessem a lei de caridade que os deve unir.

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Allan Kardec
In Livro dos Espíritos
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criado por tahyane    13:23 — Arquivado em: Espiritual — Tags:
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