Além da Terra, Nas Estrelas…

Mensagens espiritualistas

15 15UTC junho 15UTC 2009

Poluição e Psicosfera

Joanna de Ângelis

Ecólogos de todo o mundo preocupam-se, na atualidade,
com a poluição devastadora, que resulta dos detritos
superlativos que são atirados nos oceanos, nos rios,
lagos e "terras inúteis" circunjacentes às grandes
metrópoles, como o tributo pago pelo conforto e
pelas conquistas tecnológicas, desde os urgentes
ingredientes e artefatos para a sobrevivência,
às indústrias bélicas, às de explorações novas,
às "de inutilidade" que atiram fora centenas
de milhões de toneladas de lixo, óleos e resíduos
em todo lugar.

Além dessas, convém recordarmos a de natureza sonora,
dos centros urbanos, produzindo distonias graves
e contínuas…

Os mais pessimistas, porém, prevêm a possível
destruição da vida vegetal, animal e hominal
como efeito dos excessivos restos produzidos
pelos engenhos de que o homem se utiliza, e logo
o esmagarão após transformar a Terra num caos…

Mais grave, demonstram os técnicos no assunto importante,
é a poluição atmosférica, graças às substancias venenosas
que são expelidas pelas fábricas em forma de resíduos,
pelos motores de explosão a se multiplicarem fantástica,
insaciavelmente, e os inseticidas usados para a
agricultura…

Voluptuoso e desconsertado por desvarios múltiplos
do homem, as máquinas avançam, dirigidas pela
inconcebível ganância, desbastando reservas florestais
e influindo climatericamente com transformações
penosas nas regiões, então, vencidas…

O espectro de calamidades não imaginados ronda
e domina com segurança muitos departamentos
ambientais ora reduzidos à aridez…

Cifras assustadoras denotam o quanto se desperdiça
na inutilidade—embora a elevada estatística
chocante dos que se estorcegam na mais ínfima miséria,
rebocando-se na coleta dos montes de lixo,
a cata de destroços de que possam retirar o mínimo
para sobreviver!—comprovando que no galvanizar das paixões,
o homem moderno, à semelhança de Narciso, continua
a contemplar a imagem refletida nas águas perigosas
da vaidade e do egoísmo em que logo poderá asfixiar-se,
inerme ou desesperado. No entanto, irrefletido,
impõe-se exigências dispensáveis, a que se escraviza,
complicando a própria e a situação dos demais usuários
dos recursos da generosa mãe-Terra.

Nesse panorama deprimente, e para sanar alguns
dos males imediatos e outros do futuro,
sugestões e programas hão surgido preocupando
as autoridades responsáveis pelos Organismos
Mundiais, no sentido de serem tomadas providências
coletivas e salvadoras urgentes.

Algumas já estão sendo postas em prática,
embora em número reduzido, tais o reflorestamento;
a ausência de tráfego com motores de explosão
em algumas cidades uma vez por semana;
a tentativa da industrialização do lixo,
com aproveitamento de energia, adubos e outros;
controle no uso de pesticidas na lavoura;
técnicas não poluentes com o fim de gerar energia;
as áreas verdes na cidades; a segurança por meio
de controle das experiências nucleares,
a fim de ser evitada a contaminação . . .

Afirma-se que por onde o homem e a civilização passam
ficam os sinais danosos da sua jornada,
em forma de aridez, destruição e morte.

As grandes Nações materialmente, estruturadas
e guindadas ao ápice pela previsão futurológica
de mentes e computadores que prometiam tudo resolver,
fazendo soberbas e vãs as criaturas, foram surpreendidas,
há pouco, pelas conseqüências gerais da própria impetuosidade,
no resultado da guerra no Oriente Médio, fazendo-as parar
e modificando, em muitas delas, as estruturas
e programas, previsões e soberania pelas exigências
do deus petróleo em que estabeleceram as bases do
seu poderio e das suas glórias, decepcionadas, atônitas..

Algumas tiveram a economia abalada, padecendo crises
que resultaram do gravame geral, modificando a política
interna e externa, num atestado de nulidade quanto
aos compromissos humanos assumidos, à segurança
e precariedade das humanas forças.

Como resultado, apressam-se as negociações
internacionais por acordos diplomáticos e
conchavos político-econômicos, enquanto a fome,
campeando desassombradamente, confirma a falência dos
cálculos e das fantasias materialistas, visivelmente
perturbadas no testemunho dos seus líderes em convulsas
transações com que tentam reequilibrar o poderio
avassalado, quando, não, perdido ..

O poder de um dia. qual efêmera glória,
sempre muda de mão e local, fazendo oscilarem,
mudarem de rumo os interesses e as supostas proteções,
fruto, indubitavelmente, de uma poluição
descuidada—a de natureza moral!

A força e a grandeza de alguns povos até há pouco
mandatários da Terra cederam lugar aos potentados reais,
que se demoravam desconsiderados e as exigências da fome
ameaçadora e voraz os situou como as legitimas potências
que são disputadas, após o deus negro: o arroz,
o trigo, o milho e o sorgo cujos celeiros,
quase vazios no mundo, deles necessitam com urgência
para a sobrevivência dos seres.

Todavia, o homem ingere a disparate mais terrível poluição,
venenosa quão irrefreável graças ao cultivo de lamentáveis
atitudes em que persevera e se compraz:
referimo-nos à poluição mental que interfere na ecologia
psicosférica da vida inteligente, intoxicando de dentro para
fora e desarticulando de fora para dentro.

Estando a Terra vitimada pelo entrechoque de vibrações,
ondas e mentes em desalinho, como decorrência do desamor,
das ambições desenfreadas, dos ódios sistemáticos,
as funestas conseqüências se faz em presentes
não apenas nas guerras externas e destrutivas,
mas também nas rudes batalhas no lar, na família,
no trabalho, nas ruas da comunidade, no comportamento.

Intoxicado pela ira, vencido pelo desespero que agasalha,
foge na direção dos prazeres selvagens nos quais
procura relaxar tensões, adquirindo mais altas cargas
de desequilíbrio em que se debate.

A poluição mental campeia livre, favorecendo
o desbordar daquela de natureza moral,
fator primacial para as outras que são visíveis
e assustadoras

O programa, no entanto, para o saneamento
de tão perigoso estado de coisas, já foi
apresentado por Jesus, o Sublime Ecólogo
que em a Natureza, preservando-a, abençoando-a,
dela se utilizou, apresentando os métodos e técnicas
da felicidade, da sobrevivência ditosa nos incomparáveis
discursos e realizações de que inundou a História,
estabelecendo as bases para o reino de amor
e harmonia, sem fim, sem dores, sem apreensões…

Nunca reagiu o Mestre —sempre agiu com sabedoria

Jamais se permitiu ferir - deixou-se, porém crucificar,

Nenhuma agressão de Sua parte—facultou-se,
no entanto, ser agredido.

Por onde passou, deixou concessões de esperança,
bálsamo de reconforto, amenidade e paz.
Seus caminhos ficaram floridos pelas alegrias
e abençoados pelos frutos da saúde renovada.

Rei Solar, fez-se servo humilde de todos,
mantendo-se inatingido, embora o ambiente em que
veio construir a Vida Nova para os tempos futuros..

Repassa-Lhe a sublime trajetória.

Busca-O!

Faze uma pausa na terrível conjuntura
em que te encontras e recorda-O.

Para toda enfermidade, Ele tem a eficiente terapia;
para as calamidades destes dias,
Ele tem a solução.

Ama e serve, portanto, como possas,
quanto possas, quando possas.

A Terra sairá do caos que a absorve
e voltarão o ar puro, a água cristalina,
a relva repousante, o trinar dos pássaros,
o fulgor do sol e o faiscar das estrelas
em nome do Pai Criador e de Jesus,
o Salvador Perene de todos nós.

Joanna de Ângelis/Divaldo P Franco
do Livro Após a Tempestade

criado por tahyane    12:44 — Arquivado em: Divaldo Pereira Franco — Tags:

11 11UTC junho 11UTC 2009

Imortalidade: triunfo do Espírito

Joanna de Ângelis

A imortalidade é de todos os tempos.
A ameba, por exemplo, sendo um dos organismos
unicelulares mais simples, pode ser considerada
como imortal, porquanto, à medida que  envelhece,
graças ao fenômeno da mitose, dá lugar a duas outras,
ricas de vida, e assim,  sucessivamente.
Jamais ocorre a morte do elemento inicial.

Assim sucede com a vida humana, do ponto de vista
do ser espiritual, que enseja a cada um
experienciar o que é sempre melhor para si mesmo.

O impositivo que se apresenta é o de viver o presente,
em razão de o passado apresentar-se já  realizado,
enquanto o futuro se encontra ainda em construção. 

Atingir o máximo das suas possibilidades
no momento que passa, constitui o desafio
que não  pode ser ignorado.

Essa mecânica, porém, é produzida pelo amor,
que deve orientar a inteligência na aplicação
das suas conquistas.

Isso significa um esforço individual expressivo,
que se torna seletivo em benefício do
conjunto social.

À semelhança do que ocorre no organismo,
em que nenhuma célula trabalha unicamente em favor
de si mesma, porém do conjunto que deve sempre
funcionar em harmonia, vão surgindo os padrões
de comportamento que dão lugar às tendências universais
em torno da vida, que se processa de  acordo
com o mecanismo da evolução.

Cada parte que constitui o órgão está sempre preparada
para transformar-se em favor de um elemento maior
e mais expressivo. É uma verdadeira cadeia  progressiva,
infinita,até o momento em que se encerra o ciclo vital
e a matéria se desagrega  em face do fenômeno
biológico da morte.

Todo esse processo tem lugar sob o controle
do Espírito que modela a organização de que se
serve através do seu invólucro semimaterial,
e quando se dá a desarticulação das moléculas,
eis que se libera e prossegue indestrutível
no rumo da plenitude, quando se depura de todas
as imperfeições resultantes do largo período da evolução.

Essa busca pode ser também denominada como
a da iluminação, cuja conquista elimina o medo
dos  equívocos, da velhice, das doenças, da morte,
porquanto enseja a consciência da imortalidade,
dessa forma, do prosseguimento da vida
em todas as suas maravilhosas nuanças que se
apresentam em outras dimensões,
em outros campos vibratórios.

Essa iluminação propicia o despertar do sonho,
da ilusão em torno dos objetivos da  existência,
tornando o ser consciente de tudo que pode
realizar por si mesmo e pela  sociedade.

Por mais que postergue essa conscientização,
momento chega em que o Espírito sobrepõe-se
ao  ego e rompe o limite do intelecto,
conquistando a visão coletiva sobre o infinito.

É quando se autoanalisa, voltando-se para dentro
e descobrindo os tesouros inabordáveis da
imortalidade, buscando no coração as forças
que lhe são necessárias para a entrega à
autoiluminação.

Como bem assinalou Jesus:
O Reino dos Céus está dentro de vós,
portanto, do Espírito que se é
e não do corpo pelo qual se manifesta.

Esse mecanismo é possível de ser ignorado,
quando a pessoa resolve-se pela remoção das trevas
que ocultam o conhecimento de si mesma,
deixando-a confusa, a fim de que se estabeleça a
pujança do amor franco e puro, gentil
e corajoso que não conhece limites…

A imortalidade é, pois, a grande meta a ser atingida.

Cessasse a vida, quando se interrompesse
o fenômeno biológico pela morte, e destituída de
significado seria a existência humana,
que surgiu em forma embrionária aproximadamente
há  dois bilhões de anos…
Alcançando o clímax da inteligência,
da consciência e das emoções  superiores,
se fosse diluída, retornando às energias primárias,
não teria qualquer sentido
ético-moral nem lógico ou racional.

Muitos, entre aqueles que assim pensam,
que a vida se extingue com a morte, certamente
rebelam-se contra os conceitos ultrapassados
de algumas doutrinas religiosas em torno da
Justiça Divina após a morte, com as execuções
penais de natureza eterna e insensata.

Considerada, porém, como o oceano gerador da vida,
a imortalidade precede ao estágio atual em
que se movimenta o ser humano e sucede-o,
num vir-a-ser progressista sempre melhor
e mais  grandioso.

Existe o mundo imaterial, causal, de onde procede
o hálito da vida, que impregna a matéria  orgânica
e a impulsiona na sua fatalidade biológica,
e aguarda o retorno desse princípio  inteligente
cada vez mais lúcido e rico de complexidades
do conhecimento e do sentimento.

Desse modo, o sentido existencial é o de
aprimoramento pessoal com o conseqüente
enriquecimento defluente da sabedoria
que conduz à paz.

Ninguém se aniquila pela morte.

A melhor visão em torno da imortalidade
é contemplar-se um cadáver do qual afastou-se
o agente vitalizador, o Espírito que o acionava.

Não morrendo jamais a vida, todo o empenho
deve ser feito em seu favor, de modo que a cada
instante se adquiram melhores recursos
de iluminação, de compaixão, de beleza, de harmonia.

Desse modo, não morreram também aqueles
que a desencarnação silenciou, velando-os com a
paralisia dos órgãos a caminho da decomposição.

Eles prosseguem na caminhada ascensional
e mantêm os vínculos sentimentais com aqueloutros
que lhes eram afeiçoados ou não, deles recordando-se
e desejando intercambiar, a fim de  afirmar que
continuam vivendo conforme eram.

Se fizeres silêncio íntimo ao recordar-te deles,
em sintonia com o pensamento de amor, eles
poderão comunicar-se contigo, trazer-te notícias
de como e de onde se encontram,  consolando-te
e acalmando-te, ao tempo em que te prometem
o reencontro ditoso, mais tarde, quando também
soar o teu momento de retorno.

Ao invés da revolta inútil porque se foram,
pensa que a distância aparente é apenas
vibratória e conscientiza-te de que nada
aniquila o amor, essa sublime herança do Pai
Criador.

Utiliza-te das lembranças queridas
e envia-lhes mensagens de esperança e de ternura,
de  gratidão e de afeto, de forma que retemperem
o ânimo e trabalhem pela própria iluminação,
vindo em teu auxílio, quando as circunstâncias
assim o permitirem…

Não os lamentes porque desencarnaram, nem os aflijas
com interrogações que ainda não te podem
responder.

Acalma a ansiedade e continua amando-os,
assim contribuindo para que permaneçam em paz
e  cresçam na direção de Deus sendo felizes.

A morte é a desveladora da vida em outras expressões.

Jesus retornou da sepultura vazia para manter
o contato com os corações queridos, confirmando
a grandeza da imortalidade a que se referira antes,
demonstrando que o sentido existencial é
o da aquisição dos tesouros do amor e da amizade,
para a conquista da transcendência.

Ora pelos teus desencarnados, envolve-os em carinho
e vive com dignidade em homenagem a eles,
que te esperam além da cortina de cinza e sombra,
quando chegar o teu momento de libertação.

Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco
em 19 de maio de 2008,
Esch, Ducado de Luxemburgo

criado por tahyane    10:48 — Arquivado em: Divaldo Pereira Franco — Tags:

1 01UTC junho 01UTC 2009

Semeador de Luz

 

Esparzem os raios de luz
que espoucam na tua alma,
junto ao solo dos corações,
enquanto medram soberanas
sombras e imprecações.

Malgrado estejam feridas tuas mãos
pelo cajado das lutas quotidianas,
não seja isto empecilho para o mister
da sementeira.

Pelo contrário, permite que as gôtas de suor
da face cansada e as bagas sanguinolentas,
caindo na terra das almas se transformem
na umidade generosa que desenvolve o embrião
a dormir no casulo do amor latente em todos.

Embora os pés assinalados pela presença
dos espinhos e da urze, avançana direção
do Infinito, alargando a vereda que se estreita
à frente para que os da retaguarda
possam avançar também.

Não fales de cansaço nem arroles decepção.
Aquêles que entesouram o amor podem desdobrar
em milhares as moedas da coragem,
para continuarem ricos de entusiasmo.

Multiplicam os haveres na razão em que os doam
e quanto mais distribuem mais possuem,
conseguindo o milagre da felicidade onde se encontram.

Passam muitas vêzes combatidos pela indolência de uns
e perseguidos pela rebeldia de outros,
mas não se detêm.

Utilizando o tempo com propriedade,
por reconhecerem que a hora da semeação
passa breve e é necessário aproveitar
o momento azado, não se rebelam, nem recalcitram,
insistindo e perseverando com otimismo.

Semeador da luz:
não temas a treva nem a discórdia,
a precipitação ou a preguiça.

Muitos se dizem cansados no campo;
outros se afirmam desiludidos;
vários desejam renovar emoções
caracterizando-se por inusitada saturação;
alguns simplesmente desertaram,
e onde medravam as primeiras plântulas
a erva daninha triunfa e a desolação governa…
Prossegue tu, porém, insistentemente,
mesmo que te suponhas abandonado, a sós

Há aquêles que semeiam animosidades
deparam idiossincrasias.
Abundam os que espalham a ira
e defrontam resíduos de ódios
onde chegam.

Na alfândega da vida muitos apresentam
disfarçadas as sementes da maledicência
e da infâmia esperando liberação.

O imposto da impertinência, porém,
cobra taxas pesadas àqueles que se
fazem fiscais em nome da impiedade.

Por isso, na gleba imensa dos homens
surgem e ressurgem tantos afligentes
e afligidos disputando espaço na ribalta
da ilusão fisiológica.

Passam disfarçados, enganadores ou enganados,
na busca do desencanto.
São, também, semeadores do desconcêrto
que defrontarão adiante…

Mesmo os cardos se enflorescem, algumas vêzes,
e as pedras refulgem quando lapidadas.

Semeia, pois, a luz da esperança,
ainda e sempre, desde que se te depare
oportunidade feliz.

Um dia, um Homem Sublime abandonou
por um pouco um jardim de estrêlas
para depositar nas criaturas da Terra
gemas de refulgente esperança
em torno do Seu Reino.

Ímpios e caídos, hipócritas e pecadores,
nobres e plebeus, gentes simples e prepotentes
receberam Sua dádiva e fizeram que mergulhassem
na terra das suas vidas os raios da Sua luz,
transformando-se em sóis de bênçãos que,
desde então, clareiam os destinos da Terra.

E ele mesmo, quando foi desdenhado
numa cruz, fulgurou numa excelente madrugada,
continuando a semear a luz da imortalidade
na mente e no coração dos que jaziam na sombra da
saudade e do medo.

“Pondo-vos a caminho, pregai que está próximo o Reino dos
Céus”.
Mateus: capítulo 10º, versículo 7.

*
“As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os
cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós
homens, para o divino concêrto. Tomai da lira, fazei uníssonas
vossas vozes e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam
de um extremo a outro do Universo”.
Prefácio, parágrafo 3.

Joanna de Ângelis
por Divaldo Pereira Franco
do Livro Florações Evangélicas

criado por tahyane    15:30 — Arquivado em: Divaldo Pereira Franco — Tags:

31 31UTC maio 31UTC 2009

Dúvida

 

Quando estiveres em dúvida,
resolve pela atitude menos prejudicial
ao próximo e a ti próprio.
Evita arriscar-te e arruinar
ou tras pessoas.

Age em serenidade, certo de que
o teu gesto repercutirá nas de
mais pessoas, de acordo com a
emoção e o conteúdo de que se
revista.

Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco
Do Livro Vida Feliz

criado por tahyane    16:38 — Arquivado em: Divaldo Pereira Franco — Tags:

28 28UTC maio 28UTC 2009

Educação Integral

 

A importância da educação transcende
ao que lhe tem sido atribuído,
face ao imediatismo dos objetivos
que os métodos aplicados perseguem.

A falta de estrutura moral do educador
— isto é, o equilíbrio psicológico e afetivo,
as noções de responsabilidade e dever,
a abnegação em favor do aprendiz,
a paciência para repetir a lição até impregnar
o ouvinte, sem irritação nem reprimenda,
e o amor — constitui fator adverso ao êxito
do empreendimento que é base de vida
na construção do homem integral.

Quando se educa, são canalizados os valores
latentes no indivíduo para o seu progresso,
fornecendo os recursos que facultam a germinação
dessas potências que dormem no cerne do ser.
Educar é libertar com responsabilidade
e consciência de atitudes em relação ao educando,
a si mesmo, ao próximo e à Humanidade.

Quando se reprime e se impõem condicionamentos
pela violência, uma reação em cadeia provoca
a irrupção da revolta que explode em atos
de agressividade que asselvaja.

A tarefa da educação é, sobretudo, de iluminação
 de consciência, mediante a informação e a vivência
do conhecimento que se transmite.

Quem educa evita a manifestação da delinqüência
e do desequilíbrio social, estabelecendo metas de
promoção da vida.
A punição significa falência na área educativa.
A repressão representa insegurança educacional.
A reprovação demonstra fracasso metodológico.

O educando é material maleável, que aguarda modelagem própria
para fixar os caracteres que conduzem à perfeição.

O educador cria hábitos, estimula atitudes,
desenvolve aptidões, conduz. É o guia, hábil e gentil,
ensinando sempre pela palavra e pelo exemplo,
não se cansando nunca do ministério que abraça.
A escola é o prosseguimento do lar,
e este é a escola abençoada na qual
se fixam os valores condizentes com a dignidade
e o engrandecimento ético-moral do ser.

A educação é fenômeno presente em todas as épocas.
O pajé que ensina, o guru que orienta, o mestre
que transmite lições, são educadores diversos
através dos tempos.

A verdadeira educação ocorre no íntimo do indivíduo,
sendo um processo verdadeiramente transformador.

Qual semente que sai do fruto e semelhante à vida
que esplende saindo da semente, quando os fatores
são-lhe propícios, a educação é mecanismo semelhante
da vida a serviço da Vida.

É certo que o homem se apresenta imperfeito, por enquanto,
todavia é, potencialmente, perfeito, e, à
educação, compete o papel de o desenvolver.

A divina semente que n’Ele jaz, a educação põe a germinar.
Sempre se educa e se sai educado, quando se está atento
 e predisposto ao ensino e à aprendizagem.

Todos somos educadores e educandos, conscientemente ou não.
A educação, porém, há que ser integral, do homem total.

Jesus, o Educador por Excelência, prossegue, paciente,
 amando-nos e educando-nos, havendo aceito
apenas o título de Mestre, porque, em verdade O é.

Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco
do Livro Momentos de Meditação

criado por tahyane    14:52 — Arquivado em: Divaldo Pereira Franco — Tags:

23 23UTC maio 23UTC 2009

Decisão de Ser Feliz

 

-Joanna de Ângelis-
 
Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.
É importante que, tudo quanto faças, apresente um significado positivo, motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência, que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.

Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te descoroçoes, e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.

És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço até o túmulo, e depois d’Ele, como resultado dos teus atos…

Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.

É relevante que o teu comportamento produza um intercâmbio agradável, caricioso, com as demais pessoas. No entanto, se não te comprazer, transformar-se-á em tormento, induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.

Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives. É natural, portanto, que te plenificando, brindem-te com mais recursos para a geração de alegrias em volta de ti.

Todos os grandes líderes da Humanidade lutaram até lograr sua meta — alcançar o que haviam elegido como felicidade, como fundamental para a contínua busca.

Buda renunciou a todo conforto principesco para atingir a iluminação.
Maomé sofreu perseguições e permaneceu indômito até lograr sua meta.

Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos da não-violência e da liberdade para o seu povo.

E Jesus preferiu a cruz infamante à mudança de comportamento fixado no amor.

Todos quantos anelam pela integração com a Consciência Cósmica geram simpatia e animosidade no mundo, estando sempre a braços com os sentimentos desencontrados dos outros, porém fiéis a si mesmos, com quem sempre contam, tanto quanto, naturalmente, com Deus.

Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento, às lutas, às dificuldades que aparecem. Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido. Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.

Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.

A vida é bênção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.
Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.
 
 Joanna de Angelis
por Divaldo Pereira Franco
do Livro Momentos de Saúde
 

 

criado por tahyane    17:22 — Arquivado em: Divaldo Pereira Franco — Tags:

24 24UTC março 24UTC 2009

No Campo da Mente

Joanna de Ângelis

Canaliza as tuas forças mentais para a ideação do bem em preparativos de materialização.
 
As energias da mente são o potencial de força que estrutura a vida.
 
Jogadas a esmo, perdem a finalidade superior para a qual existem, concretizando irrisão e desequilíbrio.
 
Assim, cuida do direcionamento dos teus pensamentos, evitando os devaneios que te incendeiam de paixões perturbadoras, que anelas e, certamente, não se consumarão.
 
Mesmo que aconteçam, sustentadas pelo teu desejo ardente, são fogos-fátuos que logo desaparecem.
 
 
 
Exercita a tua mente, fixando idéias otimistas, de saúde e de trabalho.
 
Insiste com essas formas ideais, e elas se consubstanciarão, mantidas pelo fluxo do anelo, condensando-se no plano da realidade objetiva.
 
Quando saibas comandar a mente, alterar-se-á, em profundidade, o ritmo da tua existência.
 
O cenho contraído cederá lugar à alegria espontânea; a ira fácil dará campo à benevolência; a exigência será substituída pela compreensão, e experimentarás o prazer de ser bom, pelo bem que faças, que te fará bem.
 
 
 
Insiste no pensamento gentil, edificante.
 
A mente, que se faz leviana, exorbita na alucinação e padece a hipertrofia das aspirações felizes.
 
A formulação de propósitos saudáveis faculta a viabilidade deles, que se convertem em realização.
 
 
 
O homem se torna aquilo que cultiva na mente.
 
A usina mental é dínamo gerador de que o Espírito se utiliza para a viagem carnal e, fora dela, para expressar a sua identidade e valor, que exterioriza no processo da evolução.
 
 
 
Se embalas pesadelos, defrontarás sempre sofrimentos.
 
Se vitalizas esperanças de paz, encontrarás tranqüilidade.
 
Triunfo e insucesso são termos iguais de qualquer empresa: aquele que elejas, merece a tua fixação e o teu trabalho, mediante os quais o lograrás.
 
 
 
No bloco de pedra dorme a estátua, que o artista vê e de lá a arranca, a esforço e dedicação.
 
No solo adusto se oculta a seara, que o agricultor descobre a contributo de adubagem, irrigação e semeação.
 
No barro imundo repousa a peça de cerâmica, que o oleiro modela com carinho e habilidade.
 
Na mente vigem o ideal, a forma, a vida.
 
Aplica com sabedoria as tuas forças mentais e não as perturbes com os desvios da ilusão.
 
Jesus, que as conhecia com profundidade, usou-as, convidando-nos a aplicá-las bem, quando enunciou que podemos fazer tudo quanto Ele fez, se quisermos, se tivermos fé e valor de lutar contra as imperfeições, e extrair, do bloco de granito que ainda somos, a centelha divina que dorme em nós.

 
 
 
Joanna de Ângelis
Psicografia Divaldo Pereira Franco

criado por tahyane    12:33 — Arquivado em: Divaldo Pereira Franco — Tags:

25 25UTC fevereiro 25UTC 2009

Felicidade Possível

-Joanna de Ângelis-
 
Acreditavas que a felicidade seria semelhante
 a uma ilha fantástica de prazer constante
e paz permanente.
Um lugar onde não houvesse preocupação,
nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem
nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas.

Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca.

Planejastes a vida, objetivando encontrar
 esse reino encantado, onde, por fim,
descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia.

Passam-se anos, e somas frustações, anotando desencantos
e amarguras, sem anelada conquista.

Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes
que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas
apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens,
 belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez,
corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros
e bebidas famosas, brincando em iates de luxo,
ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes…

Crês que eles são felizes…

*

Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor,
alcançar o topo da fama e permanecer lá.

Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados,
estão a face da amargura e as marcas do ressaibo,
do arrependimento.

Alguns envenenaram a alma dos charcos
por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados.

Muitos se entregaram a drogas pertubadoras, que lhes consomem
a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros,
que os anteciparam e desapareceram.

Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto,
 amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados.

*

Felicidade, porém, é conquista íntima.

Todos os que se encontram na Terra,
nascidos em berços de ouro ou de palha,
homenageados ou desprezados, belos ou feios,
são feitos do mesmo barro frágil de carne,
e experimentam, de uma ou de outra forma,
 vicissitudes, decepções, doenças e desconforto.

Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial.
O que parece, não excede a imagem, a ilusão.

*

Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral,
reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho,
de bênção, num painel plenificador.

As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz.

A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção.

Abençoa os acidentes de percurso,
 que denominas como desdita,
segue na direção das metas, e verás quantas concessões
de felicidade pela frente, aguardando por ti.

Quem avança monte acima, pisa pedregulhos
que ferem os pés, mas também flores miúdas
e verdejante relva, que teimam em nascer ali
colocando beleza no chão.

Reúne essas florezinhas em um ramalhete,
 toma das pedras pequeninas fazendo colares,
e descobrirás que, para a criatura ser feliz,
basta amar e saber discernir, nas coisas
e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus
e as necessidades para a evolução.

Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco
da Obra Momentos Enriquecedores
 
 

criado por tahyane    15:43 — Arquivado em: Divaldo Pereira Franco — Tags:
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