Além da Terra, Nas Estrelas…

Mensagens espiritualistas

5 05UTC junho 05UTC 2009

O Tesouro Oculto

José Cardoso freqüentava as sessões espíritas
da casa de Albuquerque, desde alguns meses.

Persistente, por várias vezes submetera
delicadas questões a Benício, o mentor
espiritual.

Benício, paciente, atendia sempre,
procurando encorajá-lo nas tarefas do bem.

Agora, no entanto, em sucessivas reuniões
Cardoso insistia, mais teimoso, com o amigo
desencarnado, indagando por tesouros ocultos.

Debalde, os companheiros de sessão
e o mentor espiritual tentaram dissuadi-lo do
intento, mostrando a impropriedade da idéia
 que se lhe fizera obcecante.

O coitado queria descobrir ouro,
desenterrar ouro. E repetia:

— Em nossa região já foram descobertos
 diversas arcas antigas e caldeirões recheados,
em épocas diferentes. Aqui foi sede de mineração.

Há muito ouro escondido…
Existem Espíritos vigiando fortunas enormes.
Poderíamos fazer muitas obras de caridade.

Certa noite, feriu novamente o assunto,
e Benício falou:

— Meu irmão, fique tranqüilo.
Sua petição é bem inspirada.
Sua intenção é construtiva.

Indicaremos caminho para um tesouro no chão.

Uma onda de espanto percorreu
a pequenina assembléia.

Companheiros entreolharam-se, assustadiços,
receando estivesse ocorrendo qualquer
mistificação.

Cardoso esfregou as mãos, contente.
Renteou com o médium em transe. E o mentor
explicou:

— Cardoso, busque o seu quintal.
Além do pátio empedrado, depois da cozinha,
você vê todos os dias grande mancha
de terra escura, que a tiririca está envolvendo.
Cave lá, meu amigo.

E, entre os amigos surpreendidos,
Cardoso anotou imediatamente os dados.

No outro dia, pela manhã, começou a cavar.
Cavou até ficar exausto.
Desapontado, não encontrou nenhum sinal
de tesouro oculto.

Na reunião seguinte, interpela o benfeitor
sobre o sucedido.
Bondoso, Benício esclarece:

— Você cavou muito bem. O caminho da riqueza
está pronto.
E Cardoso interroga, aflito:
— Mas, como?!…
E o benfeitor espiritual:
— Plante na cova rasgada um pé taludo
de laranjeira, regue-a, trate-a com amor e,
em breve, você terá o tesouro que procura,
porque uma laranjeira, Cardoso, é princípio
de um laranjal…

Hilário Silva/Chico Xavier
do Livro Almas em Desfile

criado por tahyane    18:16 — Arquivado em: Chico Xavier, Contos — Tags:

11 11UTC outubro 11UTC 2007

Dona Baratinha

Era uma vez uma baratinha que varria o salão quando, de repente, encontrou uma moedinha:

- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar!

Este era o maior sonho da Dona Baratinha, que queria muito fazer tudo como tinha visto no cinema:

Então, colocou uma fita no cabelo, guardou o dinheiro na caixinha, e foi para a janela cantar:

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?

Um ratinho muito interesseiro estava passando por ali, e ficou imaginando o grande tesouro que a baratinha devia ter encontrado para cantar assim tão feliz.

Tentou muito chamar sua atenção e dizer: "Eu quero! Eu quero!" Mas ele era muito pequeno e tinha a voz muito fraquinha e, enquanto cantava, Dona Baratinha nem ouviu.

Então chegou o , com seu latido forte, foi logo dizendo: - Eu quero! Au! Au!

Mas, Dona Baratinha se assustou muito com o barulhão dele, e disse:

- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!

E o cachorrão foi embora.

O ratinho pensou: agora é minha vez! Mas…

- Eu quero, disse o elefante.

Dona Baratinha, com medo que aquele animal fizesse muito barulho, pediu que ele mostrasse como fazia. E ele mostrou:

- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!

E o elefante foi embora.

O ratinho pensou novamente: "Agora é a minha vez!", mas…

Outro animal já ia dizendo bem alto: "Eu quero! Eu quero!"

E Dona Baratinha perguntou:

- Como é o seu barulho?

- GRRR!

- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!

E vieram então vários outros animais: o rinoceronte, o leão, o papagaio, a onça, o tigre … A todos Dona Baratinha disse não: ela tinha muito medo de barulho forte.

E continuou a cantar na janela:

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?

Também veio o urso, o cavalo, o galo, o touro, o bode, o lobo, … nem sei quantos mais.

A todos Dona Baratinha disse não.

Já estava quase desistindo de encontar aquele com quem iria se casar.

Foi então que percebeu alguém pulando, exausto de tanto gritar: "Eu quero! Eu quero!"

- Ah! Achei alguém de quem eu não tenho medo! E é tão bonitinho! - disse a Dona Baratinha. Enfim, podemos nos casar!

Então, preparou a festa de casamento mais bonita, com novas roupas, enfeites e, principalmente, comidas.

Essa era a parte que o Ratinho mais esperava: a comida.

O cheiro maravilhoso do feijão que cozinhava na panela deixava o Ratinho quase louco de fome. Ele esperava, esperava, e nada de chegar a hora de comer.

Já estava ficando verde de fome!

Quando o cozinheiro saiu um pouquinho de dentro da cozinha, o Ratinho não aguentou:

- Vou dar só uma provadinha na beirada da panela, pegar só um pedacinho de carne do feijão, e ninguém vai notar nada…

Que bobo! A panela de feijão quente era muito perigosa, e o Ratinho guloso não devia ter subido lá: caiu dentro da panela de feijão, e nunca mais voltou.
Dona Baratinha ficou muito triste que seu casamento tenha acabado assim.
No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a cantar, mas…

Desta vez iria prestar mais atenção em tudo o que era importante para ela, além do barulhão, é claro!

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?

Histórias Infantis

 

FELIZ DIA DA CRIANÇA!

criado por tahyane    13:57 — Arquivado em: Contos

24 24UTC novembro 24UTC 2006

O Executivo e o Pescador

Um executivo de férias na praia obervava um pescador sobre uma pedra fisgando algus peixes com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais.
O executivo chega perto e diz:
- Bom dia, meu amigo, posso me sentar e observar?
O pescador:
- Tudo bem, doutor.
O executivo:
- Poderia lhe dar uma sugestão sobre a pesca?
- Como assim? - Respondeu o pescador.
- Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou executivo de uma multinacional muito famosa e meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, otimizando recursos, reduzindo preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto - disse o executivo, entusiasmado com sua profissão.

- Pois não, doutor, o que que o senhor qué sugeri? - Perguntou calmamente o pescador.
- Olha, estive observando o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso.
Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma vara de pescar com molinete, poderia arremessar sua isca para mais longe, assim pescaria peixes maiores, certo?
Depois disso, você poderia treinar seu filho para fazer este trabalho para você.
Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e ainda vender para as cooperativas existentes nos grandes centros. Depois, você poderia comprar um caminhão para transportar os peixes diretamente, sem os intermediários, reduzindo sensivelmente o preço para o usuário final e aumentando também a sua margem de lucro.
Além disso, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar?
Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e curtir essa paz, este silêncio da praia, esta brisa gostosa…
- Mas isso eu já tenho hoje! - respondeu o pescador, olhando fixamente para o mar.

Do livro: Criando o seu Futuro de Sucesso - Renato Hirata

criado por tahyane    17:16 — Arquivado em: Contos — Tags:
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