Além da Terra, Nas Estrelas…

Mensagens espiritualistas

30 30UTC setembro 30UTC 2009

Convivência

 

A vida vem de Deus, a convivência vem de nós.

Aqueles companheiros que nos partilham
a experiência do cotidiano são os melhores
que a Divina Sabedoria nos concede,
a favor de nós mesmos.

Se você encontra uma pessoa difícil
em sua intimidade, essa é a criatura exata
que as leis da reencarnação lhe trazem
ao trabalho de burilamento próprio.

As pessoas que nos compreendem são bênçãos
que nos alimentam o ânimo de trabalhar;
entretanto, aquelas outras que ainda
não nos entendem são testes que a vida
igualmente nos oferece, a fim de que
aprendamos a compreender.

Recordemos: nos campos da convivência
é preciso saber suportar os outros
para que sejamos suportados.

Se alguém surge como sendo um enigma
em seu caminho, isso quer dizer que você
é igualmente um enigma para esse alguém.

Nunca diga que a amizade não existe;
qual nos acontece, cada amigo nosso
tem as suas limitações e se algo conseguimos
fazer em auxílio do próximo,
nem sempre logramos fazer o máximo,
de vez que somente Deus consegue tudo em todos.

Se você realmente ama aqueles
que lhe compartilham a estrada,
ajude-os a ser livres para encontrarem
a si mesmos, tal qual deseja você
a independência própria para ser você,
em qualquer lugar.

Quem valoriza a estima alheia,
procura igualmente estimar.
Se você acredita que franqueza rude
pode ajudar alguém, observe o que ocorre
com a planta que você atire água fervente.
Abençoemos se quisermos ser abençoados.


André Luiz/Chico Xavier
do Livro Respostas da Vida

criado por tahyane    12:26 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

29 29UTC setembro 29UTC 2009

Verbos de Luz

 

Maria Dolores

Sofreste, de inesperado,
O estranho golpe da ofensa
Que te envolve em dor imensa
No espinheiro de pesar,
Mas o remédio mais puro
Que restaura a alma ferida
Vem da farmácia da vida:
Esquecer e perdoar…

Honrando o cérebro eleito
A Ciência alteia a voz,
Expõe o carro veloz,
A nave aérea, o radar…
Além da luz da ciência,
Pede a dupla providência:
Esquecer e perdoar…

No livro da Natureza,
Solo que aceite o trator,
Garante com mais amor
A semente, o pão e o lar;
Da fornalha desumana,
Vem a fina porcelana…

A ostra desconhecida
Cede ao mundo, sem protesto,
A pérola em plena vida,
Ensinando-nos, vencida:
Esquecer e perdoar…

Assim também, alma irmã,
Nos dias de dor e luta,
Acalma-te, espera, escuta,
Sem tristeza a reclamar
E ouvirás a voz dos Céus,
Em meio da própria ação,
A dizer-te ao coração:
Esquecer e perdoar!…

Maria Dolores/Chico Xavier
do Livro Dádivas de Amor

criado por tahyane    11:01 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

28 28UTC setembro 28UTC 2009

Dá de ti mesmo

 

Declaraste não possuir dinheiro
para auxiliar.
Acreditas que um pouco de papel
ou um tanto de níquel te substituem o coração?

Esqueces-te, meu filho, de que podes sorrir
para o doente e estender a mão ao necessitado?

A flor não traz consigo uma bolsa de ouro
e entretanto espalha perfume no firmamento.

O céu não exibe chuvas de moedas,
mas enche o mundo de luz.

Quanto pagas pelo ar fresco que,
em bafejos amigos, te visita o quarto pela manhã?

O oxigênio cobra-te imposto?

Quanto te custa a ternura materna?

As aves cantam gratuitamente.

A fonte que te oferece o banho
reconfortador não exige mensalidade.

A árvore abre-te os braços acolhedores,
repletos de flor e fruto, sem pedir vintém.

A bênção divina, cada noite, conduz
o teu pensamento a bendito repouso
no sono e não fazes retribuição de espécie alguma.

Habitualmente sonhas, colhendo rosas
em formoso jardim, junto de companheiros felizes;
no entanto, jamais te lembraste de agradecer
aos gênios espirituais que te proporcionam venturoso descanso.

A estrela brilha sem pagamento.

O    Sol não espera salário.

Porque não aprenderes com a Natureza em torno?

Porque não te fazeres mais alegre,
mais comunicativo, mais doce?

Tens a fisionomia seca e ensombrada
por faltar-te dinheiro excessivo e reclamas
recursos materiais para ser bom,
quando a bondade não nasce dos cofres fortes.

Sê irmão de teu irmão,
companheiro de teu companheiro,
amigo de teu amigo.

Na ciência de amar, resplandece a sabedoria de dar.

Mostra um semblante sereno e otimista, aonde fores.

Estende os braços, alonga o coração,
comunica-te com o próximo, através
dos fios brilhantes da amizade fiel.

Que importa se alguém te não entende
o gesto de amor?

Que seria de nós, meu filho,
se a mão do Senhor se recolhesse a distância,
por temer-nos a rudeza e a maldade?

Dá de ti mesmo, em toda parte.

Muito acima do dinheiro, pairam
as tuas mãos amigas e fraternais.

Pelo espírito de Neio Lucio
psicografia Chico Xavier
do Livro alvorada Cristã

criado por tahyane    12:25 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

27 27UTC setembro 27UTC 2009

Realidades

 

O palhaço que você ironiza é,
freqüentemente, valoroso soldado
do bom ânimo.

A mulher, extremamente adornada,
que você costuma desaprovar,
em muitas ocasiões está procedendo
assim para ajudar numerosas mãos que trabalham.

A cantora que baila sorríndo
e da qual você comumente se afasta entediado,
na suposição de conservar a virtude,
geralmente procura ganhar o pão
para muitos familiares necessitados,
merecendo consideração e respeito.

O homem bem-posto, que lhe parece
preguiçoso e inútil, talvez esteja realizando
trabalhos que você jamais se animaria a executar.

Não julgue o próximo pelo guarda-roupa
ou pela máscara.
A verdade, como o Reino de Deus,
nunca surge com aparências exteriores.

 André Luiz/Chico Xavier
 em Agenda Cristã

criado por tahyane    11:26 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

26 26UTC setembro 26UTC 2009

Assuntos de Salvação

 

 

Em carta você pergunta,
Meu caro Juca Assunção,
Que posso dizer agora
No assunto de salvação.

Sinceramente, meu caro,
Sua consulta me aperta
Indagação desse naipe
Exige resposta certa.

Acreditava em menino,
De pensamento simplório
Que os mortos encontrariam,
Céu, inferno ou purgatório.

Crianças mortas no berço,
Segundo o mestre Corimbo,
Ficariam resguardadas
Num lugar chamado “limbo”.

Muito mais tarde homem feito,
Fui espírita de fé
Acreditava no Além,
Sem percebê-lo como é…

Agora posso falar
Sem palavra “talvez”,
“Outro mundo” é qualquer mundo
Depois do que já se fez.

A pessoa vai agindo
Consciente ou inconsciente,
Sem o corpo encontra logo
O que carrega na mente.

Nhô Chico do Tatuí
Viveu servindo a Jesus,
Hoje acolhe os sofredores
Em grande mansão de luz.

Dedicou-se ao bem dos outros,
Dona Cocota Clemente,
No Além se vê feliz
Sendo mãe de muita gente.

Você conheceu comigo
Dona Chiquita Rosenda,
Sovina, depois de morta
Vive agarrada à fazenda.

Desencarnado, o Nhô Jovino
Que viveu de pinga e caça,
É sempre visto onde tenha
Tiro de chumbo e cachaça.

Era agressivo e isolado
Nosso amigo Altino Gama
Depois da morte só pede
Garrafa, silêncio e cama.

Caso triste o que encontrei
Na gulosa Gabriela
Sem corpo só vê à frente
Fogão, quitute e panela.

Trocou a família por pesca
Nosso Nino Peñarol,
Deslanchou do necrotério,
Buscando vara e anzol.

No baralho, foi-se a vida
De Quinquim de Cabreúva,
Hoje só pensa em jogar
Seja no sol ou na chuva

Há dias achei na roça
O avarento João Ribeiro,
Ele agora ajunta pedras
Pensando contar dinheiro.

Salvação? A lei demonstra,
Tanto no Além quanto aqui,
Cada qual vive onde está
Como está dentro de si

Pense no bem, faça o bem,
Não se engane, caro irmão,
Céu, inferno ou purgatório,
Começam no coração.


Cornélio Pires/Chico Xavier
do Livro Conversa Firme

criado por tahyane    11:33 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

25 25UTC setembro 25UTC 2009

Intuição

 
"Porque a profecia jamais foi produzida
por vontade de homem algum,
mas os homens santos de Deus
falaram inspirados pelo Espírito
Santo."
- (2ª EPÍSTOLA A PEDRO, capítulo 1, versículo 21.)

Todos os homens participam dos poderes
da intuição, no divino tabernáculo da consciência,
e todos podem desenvolver suas possibilidades
nesse sentido, no domínio da elevação espiritual.

Não são fundamentalmente necessárias
as grandes manifestações fenomênicas
da mediunidade para que se estabeleçam
movimentos de intercâmbio entre os planos
visível e invisível.

Todas as noções que dignificam a vida humana
vieram da esfera superior.

E essas idéias nobilitantes não se produziram
por vontade de homem algum, porque os raciocínios
propriamente terrestres sempre se inclinam
para a materialidade em seu arraigado egoísmo.

A revelação divina, significando
o que a Humanidade possui de melhor,
é cooperação da espiritualidade sublime,
trazida às criaturas pelos colaboradores
de Jesus, através da exemplificação, dos atos
e das palavras dos homens retos que,
a golpes de esforço próprio, quebram o círculo
de vulgaridades que os rodeia, tornando-se
instrumentos de renovação necessária.

A faculdade intuitiva é instituição universal.
Através de seus recursos, recebe o homem terrestre
as vibrações da vida mais alta, em contribuições
religiosas, filosóficas, artísticas e científicas,
ampliando conquistas sentimentais e culturais,
colaboração essa que se verifica sempre,
não pela vontade da criatura,
mas pela concessão de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Benção de Paz

criado por tahyane    12:46 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

24 24UTC setembro 24UTC 2009

O Mundo e o Mal

“Não peço que os tires do mundo,
mas que os livres do mal.” — Jesus.
(JOÃO, capítulo 17, versículo 15.)

Nos centros religiosos, há sempre
grande número de pessoas preocupadas
com a idéia da morte.

Muitos companheiros não crêem na paz,
nem no amor, senão em planos diferentes
da Terra.
A maioria aguarda situações imaginárias
e injustificáveis para quem nunca levou
em linha de conta o esforço próprio.

O anseio de morrer para ser feliz
é enfermidade do espírito.
Orando ao Pai pelos discípulos,
Jesus rogou para que não fossem
retirados do mundo, e, sim, libertos do mal.

O mal, portanto, não é essencialmente
do mundo, mas das criaturas que o habitam.

A Terra, em si, sempre foi boa.
De sua lama brotam lírios de delicado
aroma, sua natureza maternal é repositório
de maravilhosos milagres que se repetem
todos os dias.

De nada vale partirmos do planeta,
quando nossos males não foram
exterminados convenientemente.

Em tais circunstâncias, assemelhamo-nos
aos portadores humanos das chamadas
moléstias incuráveis.
Podemos trocar de residência; todavia,
a mudança é quase nada se as feridas
nos acompanham.
Faz-se preciso, pois, embelezar o mundo
e aprimorá-lo, combatendo o mal que está em nós.

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Benção de Paz

criado por tahyane    10:09 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

23 23UTC setembro 23UTC 2009

Enfermos da Alma

 

-Emmanuel-

.. .Não são os que gozam saúde que precisam de médico.
- Jesus. (Mateus.9:12.)

Aqui e ali encontramos inúmeros doentes
que se candidatam ao auxílio da ciência
médica, mas em toda parte, igualmente,
existem aqueles outros, portadores de moléstias
da alma, para os quais há que se fazer
o socorro do espírito.

E nem sempre semelhantes necessitados
são os viciados e os malfeitores,
que se definem de imediato por enfermos
de ordem moral, quando aparecem.

Vemos outros muitos para os quais
é preciso descobrir o remédio justo e,
às vezes, difícil, de vez que se intoxicaram
no próprio excesso das atitudes respeitáveis
em que desfiguraram os sentimentos,
tais como sejam:

os extremistas da corrigenda,
tão apaixonados pelos processos punitivos
que se perturbam na dureza de coração
pela ausência de misericórdia;

os extremistas da gentileza,
tão interessados em agradar que descambam,
um dia, para as deficiências da invigilância;

os extremistas da superioridade,
tão agarrados à idéia de altura pessoal
que adquirem a cegueira do orgulho; .

os extremistas da independência,
tão ciosos da própria emancipação
que fogem ao dever, caindo nos desequilíbrios
da licenciosidade;

os extremistas da poupança,
tão receosos de perder alguns centavos
que acabam transformando o dinheiro,
instrumento do bem e do progresso,
na paralisia da avareza em que
se lhes arrasa a alegria de viver.

* * *

Há doentes do corpo e doentes da alma. .
É forçoso não esquecer isso,
porque todos eles são credores de entendimento
e bondade, amparo e restauração.

Diante de quem quer que seja,
em posição menos digna perante as leis
de harmonia que governam a Vida e o Universo,
recordemos as palavras do Cristo:

-Não são os que gozam saúde que precisam de médico.

 

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Benção de Paz

criado por tahyane    11:04 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

22 22UTC setembro 22UTC 2009

Temas de Esperança

Emmanuel

Quem goste de pessimismo, e se queixe de solidão,
observe se alguém estima repousar no espinheiro.

Pense que se não houvesses nascido para melhorar
o ambiente em que vive, estarias decerto
em Planos Superiores.

Com a lamentação é possível deprimir
os que mais nos ajudam.

Se pretenderes auxiliar a alguém, começa
mostrando alegria.

A conversa triste com os tristes
deixa os tristes muito mais tristes.

Quem disser que Deus desanimou de amparar a
Humanidade, medite na beleza do Sol,
em cada alvorecer.

Se tiveres de chorar por algum motivo
que consideres justo, chora trabalhando,
para o bem, para que as lágrimas não
se te façam inúteis.

Nos dias de provação, efetivamente,
não seriam razoáveis quaisquer espetáculos
de bom humor, entretanto, o bom ânimo
e a esperança são luzes e bênçãos em qualquer lugar.

Guarda a lição do passado, mas não percas tempo
lastimando aquilo que o tempo não pode restituir.

Quando estiveres à beira do desalento pergunta a ti
mesmo se estás num mundo em construção
ou se estás numa colônia de férias.

Deus permitiu a existência das quedas d´água
para aprendermos quanta força de trabalho
e renovação podemos extrair de nossas
próprias quedas.

Não sofras pensando nos defeitos alheios;
os outros são espíritos, quais nós mesmos,
em preparação ou tratamento para a Vida Maior.

Se procurares a paz, não critiques e sim ajuda sempre.

Indica a pessoa que teria construído algo de bom,
sem suor e sofrimento.

Toda irritação é um estorvo no trabalho.

Deixam um traço de alegria onde passes
e a tua alegria será sempre acrescentada
mais à frente.

Quem furta a esperança, cria à doença.

O sorriso é sempre uma luz em tua porta.

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Companheiro

criado por tahyane    12:33 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

21 21UTC setembro 21UTC 2009

Trovas da Saudade

 

-Espíritos Diversos-

Para quem sofre no mundo
A morte seria um bem,
Se a saudade não marcasse
A nossa vida no Além.

Cid Franco
-*-*-

Das saudades que carrego
Coisa alguma sei dizer…
Coração sabe sentir
Mas não consegue escrever.

Azevedo Cruz
-*-*-

Afirmas que o nosso afeto
Foi um sonho que passou;
Desencarnei, mas não tenho
Um coração de robô.

Toninho Bittencourt
-*-*-

Depois da morte, escrever-te
Seria conversa vã;
Não posso chamar-te “esposa”,
Nem quero chamar-te “irmã”.

Lívio Barreto

Meu estoque de lembranças.
Tantos detritos concentram,
Que a saudade me procura,
Abro a porta e ela não entra.

Lulu Parola
-*-*-

A morte destrói a posse
De tudo que nos domina,
Mas a saudade renasce
De toda e qualquer ruína.

Luciano Reis
-*-*-

Após deixamos a Terra,
O pior que nos alcança,
É o suplício da saudade
Que chora sem esperança.

Francisco Otaviano

De amores, o amor que fica
Sob a saudade tenaz
É o amor silencioso
Da união que não faz.

Maria Dolores
-*-*-

Passei por tantos desgostos,
Tantas pedras que, hoje em dia,
Apenas sinto saudades
Das saudades que eu sentia.

Cleomenes Campos
-*-*-

Estou feliz mas não livre,
Tenho saudades de pai…
Estou na “Dança do índio
Que faz que vai mais não vai.

Jaks Aboab
-*-*-

Uma trova de saudade?…
Debalde tento compor,
Cedo aprendi que a saudade
É sempre filha do amor.

Auta de Souza
-*-*-

Espíritos Diversos/Chico Xavier
do Livro Pétalas da Primavera

criado por tahyane    12:06 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

20 20UTC setembro 20UTC 2009

Faze Luz

 

Emmanuel

 
Quando te confias à maledicência,
despedes da própria alma raios de treva
e pertubação que, de retorno, te impõem dolorosa
e indefinível tortura íntima
a exprimir-se em obscuros processos de enfermidade.

Quando te entregas às sugestões da calúnia,
exteriorizas da própria mente forças destrutivas
que, de volta, te empelem à comunhão
com as inteligências perversas que a veiculam,
adquirindo invisíveis passaportes para os abismos
da obsessão e do crime, da loucura e da morte.

Quando desces à crítica venenosa, na preocupação
de ensombrar o caminho dos que te cercam,
expulsas do próprio espírito dardos intangíveis
e penetrantes de sofrimento e desânimo que, de regresso,
te imobilizam os passos na noite da dificuldade
e do desalento, de vez que, procurando salientar
as deficiências e chagas alheias,
não fazes mais que levantar a antipatia gratuita
dos outros contra a segurança
e a paz de teu próprio caminho…

Lembra-te de Jesus, cuja Infinita Misericórdia
nos acompanha em todos os passos e auxilia sempre.

Recorda quantas vezes foram teus erros apagados
pela Bondade Divina e não olvides
o culto incessante que todos devemos à Humana Bondade.

Faze luz no próprio roteiro para que a luz nos encontre.

Suportemos as faltas do próximo como desejamos
sejam as nossa entendidas e toleradas.

E, desculpando infinitamente, alcançaremos em nossa marcha,
o Sol do Infinito Amor, cujos Raios Celestes
nos asseguram todas as bênçãos da vida
e que somente aguarda a nossa compreensão
e a nossa boa vontade para investir-nos
na posse dos sublimes tesouros da Glória Excelsa.

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro A Verdade Responde

criado por tahyane    12:17 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

19 19UTC setembro 19UTC 2009

A Palavra de Jesus

 

Reunião de 6/10/1985

Na parte final de nossas tarefas,
tivemos a alegria de ouvir Meimei,
a nossa abnegada irmã de sempre,
que nos falou, comovida,
sobre a palavra de Jesus.

Meus irmãos.

Deus nos abençoe.

A palavra do Cristo é a luz acesa
para encontrarmos na sombra terrestre,
em cada minuto da vida, o ensejo divino
de nossa construção espiritual.

Erguendo-a, vemos o milagre do pão que,
pela fraternidade, em nós se transforma,
na boca faminta, em felicidade para nós mesmos.

Irradiando-a, descobrimos que a tolerância
por nós exercida se converte nos semelhantes
em simpatia a nosso favor.

Distribuindo-a, observamos que o consolo
e a esperança, o carinho e a bondade,
veiculados por nossas atitudes e por nossas mãos,
no socorro aos companheiros mais ignorantes
e mais fracos, neles se revelam por bênçãos
de alegria, felicitando-nos a estrada.

Geme a Terra, sob o pedregulho imenso
que lhe atapeta os caminhos…

Sofre o homem sob o fardo das provações
que lhe aguilhoam a experiência.

E assim como a fonte nasce para estender-se,
desce o dom inefável de Jesus sobre nós
para crescer e multiplicar-se.

Levantemos, cada hora, essa luz sublime
para reerguer os que caem, fortalecer
os que vacilam, reconfortar os que choram
e auxiliar os que padecem.

O mundo está repleto de braços que agridem
e de vozes que amaldiçoam.

Seja a nossa presença junto dos outros
algo do Senhor inspirando alegria e segurança.

Não nos esqueçamos de que o tempo
é um empréstimo sagrado e quem se refere
a tempo diz oportunidade ajudar para ser ajudado,
de suportar para ser suportado,
de balsamizar as feridas alheias para que
as nossas feridas encontrem remédio
e de sacrificarmo-nos pela vitória do bem,
para que o bem nos conduza à definitiva libertação.

Nós que tantas vezes temos abusado
das horas para impor, aos que nos seguem,
o Reino do Senhor, à força de reprovações
e advertências, saibamos edificá-lo em nós próprios,
no silêncio do trabalho e da renúncia,
da humildade e do amor.

Meus irmãos, no seio de todos os valores relativos
e instáveis da existência humana,
só uma certeza prevalece — a certeza da morte,
que restitui às nossas almas os bens ou os males
que semeamos na alma dos outros.

Assim, pois, caminhemos com Jesus,
aprendendo a amar sempre, repetindo com Ele,
em nossas proveitosas dificuldades de cada dia:
— “Pai Nosso, seja feita a vossa vontade,
assim na Terra como nos Céus.”

Meimei/Chico Xavier
de Vozes do grande-além
Espíritos Diversos

criado por tahyane    11:22 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

Ante a Morte Violenta

 

Emmanuel

Em verdade, no mundo, o túmulo imposto à pressa
é daquelas provas terrenas que mais
dilaceram o coração.

Diante das vidas nobres que se interrompem,
de improviso, dolorosas indagações
são endereçadas ao Céu.

Não raro, à frente da morte súbita,
outras existências promissoras
começam a fenecer.
São almas que ficam na retaguarda,
carregando consigo o esquife dos sonhos mortos
ou algemados ao rochedo da angústia,
sem coragem de romper os grilhões
que as encarceram no sofrimento.

Muitas vezes desvairadas,
recusam a oração ou renegam a fé.

Asseveram-se sozinhas no temporal
das próprias lágrimas e, por vezes,
descem, desavisadas, nos mais graves
desequilíbrios do pensamento.

Entretanto, é preciso que o entendimento
que nos caracteriza no mundo se submeta
aos juízos soberanos e sábios da morte,
para que a nossa temporária permanência
no corpo físico não fuja à condição de aprendizado.

Imprescindível lembrar que na engrenagem
da civilização de agora, comumente reparamos
os próprios erros de ontem.

Entre as máquinas que lhe reduzem as lides
e obrigações, muita vez encontra o homem
o corretivo e o reajuste, a paz e a
liberação da própria alma.

Auxilia aos entes queridos que partiram da Terra,
em luta repentina, ofertando-lhes à estrada
o bálsamo precioso da consolação e da prece.

Recorda que a Misericórdia Celeste
adoça todos os processos da justiça universal
e reconforta-lhe na certeza de que
Deus faz sempre o melhor.

Contempla as vítimas dos hábitos infelizes,
tantas vezes mergulhados nas sombras da obsessão.

Observa os que choram nos sepulcros
da consciência culpada e que se debatem
no inferno do remorso e do arrependimento,
sem comiseração para consigo mesmos!

Reflete nos quadros tristes a se erguerem
das provas necessárias e conserva contigo
a paciência e a esperança de quem recebe
na dor inesperada o socorro oculto
da Providência Divina.

Se o gládio da morte violenta te busca o lar,
faze silêncio e confia-te ao tempo,
o médico invisível que nos restaura
as energias do coração.

Não blasfemes, nem desesperes.

Aguarda o Amparo Celestial,
mantendo a certeza de que tudo aquilo
que hoje ignoras, amanhã saberás.

Emmanuel/Chico Xavier
do livro Mais Perto

criado por tahyane    11:20 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

18 18UTC setembro 18UTC 2009

Trabalha e Confia

 

Emmanuel

Muitas vezes, cansas-te das atividades
que a vida te pede; no entanto, é forçoso pensar
nos benefícios e vantagens que o trabalho te propicia.

Efetivamente, são muitas as dificuldades morais
que as tarefas do cotidiano amontoam no coração.
Basta, no entanto, reflitas no socorro e no auxílio
que elas te trazem para que lhes reconheças
a oportunidade e a grandeza.

Em muitas circunstâncias, o trabalho
te impõe fadiga e desgaste, mas, através dele próprio,
é que surpreendes os recursos indispensáveis
ao próprio refazimento, a fim de que te promovas
a encargos de nível mais alto.

Em muitos lances da estrada, provocará problemas
difíceis de resolver, contudo, pela solução
desses mesmos problemas, é que adquirirás
experiência suscetível de libertar-te da ignorância.

Por vezes, suscitará o aparecimento de adversários
gratuitos; todavia, é justamente nele que conquistas
as preciosas afeições que te prestigiem
e amparam a existência.

Em vários episódios do cotidiano,
te traz ao caminho a presença daqueles
que te causam prejuízos transitórios
por não te conseguirem auxiliar ou compreender,
mas exatamente com ele é que possuis
o apoio necessário, em favor daqueles
a quem mais amas.

Detém-te a observar as trilhas da existência
e perceberás que foi no trabalho que obtiveste
o aprendizado que te ilumina, o conhecimento
que te enriquece, o auxílio que te resguarda,
o apreço que te cerca, o amigo que te abençoa
e as melhores motivações para a aquisição
de segurança e competência.

Trabalha e confia sempre, oferecendo à vida
o melhor de ti mesmo e o melhor da vida
te virá ao encontro.

Compreendemos a pausa de repouso para
o refazimento preciso, a fim de prosseguirmos
trabalhando; entretanto, é imperioso reconhecer
que a inércia em si é ferrugem no arado
e golpe na produção.

Não recuses e nem percas o privilégio
de trabalhar, servindo ao bem, porque,
ainda mesmo nas circunstâncias mais constrangedoras,
o trabalho se te converterá numa bênção e,
ainda que te custe lágrimas, essas mesmas lágrimas,
se perseverares nele, se te transformarão
no caminho em alavancas de apoio e balizas de luz.

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Mais Perto

criado por tahyane    11:34 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

17 17UTC setembro 17UTC 2009

Paz e Vida

 

Meimei


Todos estamos concordes,
quanto ao imperativo de se colaborar
na sustentação da paz.

A paz, no entanto, é uma construção
quase sempre mais difícil que qualquer outra
que se levante sobre estruturas materiais.

O próprio Jesus quando prometeu aos companheiros:
“a minha paz vos dou”, não fez semelhante afirmativa
senão depois do extremo sacrifício.

Se nos propomos a contribuir na preservação da harmonia,
em nosso grupo doméstico ou social,
aprendamos a compreender os outros,
a fim de auxiliá-los, sempre que preciso,
a se ajustarem ao esquema de equilíbrio,
sobre o qual as leis da vida se executam.

Tantas vezes aspiramos a alcançar a paz,
exigindo-a de pessoas que em muitas ocasiões,
jazem às portas do desespero,
aguardando algum gesto de simpatia,
capaz de aliviá-las na tensão que as aflige.

Se queres serenidade nas criaturas queridas,
procura envolvê-las em tua própria serenidade,
porquanto a paz é um sentimento que se transmite,
de coração para coração.

Às vezes, é indispensável renunciar à alegria própria,
a fim de que se veja a alegria brilhar
na face daqueles que nos compartilham a existência.

Para isso, é necessário operar no câmbio da compreensão,
pelo qual entregamos a outrem aquilo que careçamos receber.

Nesse sentido, freqüentemente, aqueles que
te pareçam ferir, em verdade, muito te amam,
entretanto, provisoriamente se inclinam
para estradas e tarefas que se relacionam
com eles e não contigo.

Se podes entender essa realidade,
estás em condições de produzir a paz.
E chegados a esse ponto de nossas experiências,
penetraremos esta profunda lição da vida que resumimos
aqui em poucas palavras:
“a paz que se dá é a paz que se tem”.

Meimei/Chico Xavier
do Livro Janelas para a Vida

criado por tahyane    14:05 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:
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