24 24UTC novembro 24UTC 2008
Mortos Amados

Emmanuel
Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados,
ante a visitação da morte, sentimo-nos como se nos arrancassem
o coração, para que se faça alvejado fora do peito.
Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram,
fome de escutar palavras que emudeceram.
E bastas vezes, tudo o que nos resta no mundo íntimo
é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão,
pelas fontes dos olhos.
Compreendemos, sim, neste outro lado da vida,
o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar
ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo,
indagando porquê….
Se varas instantes semelhantes de saudade e distância,
se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora,
como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança
dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.
Lembra a criatura querida que não mais te compartilha
as experiências no plano físico, não por pessoa que desapareceu
para sempre e sim à feição de criatura invisível,
mas não de toda ausente.
Os que rumaram para outros caminhos,
além das fronteiras que marcam a desencarnação,
também lutam e amam, sofrem e se renovam.
Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças
que consigas enfileirar e busca tranqüilizá-Los
com o apoio de tua conformidade e de teu amor.
Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem,
sempre que se vejam em sintonia mental contigo,
hei-los que suportam angústia maior,
de vez que passam a carregar as aflições sobretaxadas com as tuas.
Compadece-te dos Entes Amados
que te precederam na romagem da Grande Renovação.
Chora, quando não possas evitar o pranto
que se te derrama da alma; no entanto, converte
quanto possível as próprias lágrimas em Bênçãos de trabalho
e preces de esperança, porquanto Eles todos te ouvem
o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo
para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento,
à procura do amor sem adeus.
Emmanuel/Chico Xavier
Do livro “Na Era do Espírito"- Edição GEEM
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