22 22UTC outubro 22UTC 2008
Por Amor

"Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração,
a fim de que não vejam com os olhos e
compreendam no coração e se convertam e eu os cure."
João, 12:40
Os planos mais humildes da Natureza revelam a Providência Divina,
em soberana expressão de desvelo e amor.
Os lírios não tecem, as aves não guardam provisões
e misteriosa força fornece-lhes o necessário.
A observação sobre a vida dos animais demonstra
os extremos de ternura com que o Pai vela pela Criação
desde o princípio: aqui, uma asa; acolá, um dente a mais; ali,
desconhecido poder de defesa.
Afirma-se a grande revelação de amor em tudo.
No entanto, quando o Pai convoca os filhos
à cooperação nas suas obras, eis que muita vez
se salientam os ingratos, que convertem os favores recebidos,
não em deveres nobres e construtivos, mas em novas exigências:
então, faz-se preciso que o coração se lhes endureça cada vez mais,
porque, fora do equilíbrio, encontrarão o sofrimento na restauração
indispensável das leis externas desse mesmo amor divino.
Quando nada enxergam além dos aspectos materiais da paisagem
transitória, sobrevem, inopinadamente, a luta depuradora.
É quando Jesus chega e opera a cura.
Só então torna o ingrato à compreensão da Magnanimidade Divina.
O amor equilibra, a dor restaura.
É por isso que ouvimos muitas vezes:
"Nunca teria acreditado em Deus se não houvesse sofrido."
Emmanuel/Chico Xavier
de Caminho, Verdade e Vida
criado por tahyane
17:49 — Arquivado em: 
