Além da Terra, Nas Estrelas…

Mensagens espiritualistas

30 30UTC setembro 30UTC 2008

Paz Indestrutível

-Emmanuel-

Na Terra, muitas vezes, terás o
coração cercado:

- de adversários gratuitos;
- de críticas indébitas;
- de acusações sem sentido;
- de pensamentos contraditórios;
- de pedras da incompreensão;
- de espinhos do sarcasmo;
- de ataques e desentendimentos;
- de complicações que não fizeste;
- de tentações e problemas;
- de processos obsessivos;

entretanto, guarda a serenidade
e prossegue agindo,
na extensão do bem,
porque, resguardando
a consciência tranqüila, terás
nos recessos da própria alma
a paz de Cristo
que ninguém destruirá…

Emmanuel
psicografia Chico Xavier

criado por tahyane    14:30 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

29 29UTC setembro 29UTC 2008

A Cura da Humanidade

-Trigueirinho-

Na verdade, quando se é chamado para a vida interna, nada deve ofuscar o brilho da luz que guia, transforma e redime. Somos por ela conduzidos às tarefas que nos cabe cumprir e ao encontro das realidades internas que nos esperam.

Para chegar à libertação e à transcendência, é necessário aprender a extrair o bem do que contraria os anseios pessoais, individuais. Com mais facilidade elas são atingidas pelo ser quando ele se predispõe à neutralidade e ao silêncio, do que quando se envaidece com seus conhecimentos e conquistas

O colaborador do Plano Evolutivo é um eterno aprendiz, e todos são seus mestres, pois a vida pode falar-lhe por meio dos fatos mais simples. Por isso os grandes seres irradiam uma humildade curadora. Essa humildade não é cultivada, é imanente; desabrocha quando a unificação com a própria essência interna chega a graus elevados.

Em todas as épocas, os homens que se inclinam à vida espiritual desenvolvem maior fortaleza interior do que os que se limitam à vida comum. Àqueles que se abrem ao serviço são dadas possibilidades para chegar a essa fortaleza, porém é preciso saber cultivá-la e nutri-la. Caso não o façam, voltam atrás em seus passos.

Quando alguém se volta para a luz, é ajudado a vencer a si mesmo.

Excertos de A Cura da Humanidade
de Trigueirinho

criado por tahyane    15:38 — Arquivado em: Místico — Tags:,

28 28UTC setembro 28UTC 2008

Encontro de Paz

-Emmanuel-

Freqüentemente, anseias por segurança e tranqüilidade, no entanto, é forçoso não esquecer que paz e estabilidade estão em ti e se irradiam de ti.

Se o tumulto te rodeia, envia pensamentos de harmonia aos que se emaranham nele, desejando-lhes reajuste.

Ante conflitos que surjam, silencia projetando vibrações de entendimento a quantos se lhe fazem vítimas, aspirando a vê-los repostos na luz da fraternidade.

À frente de companheiros entregues à desesperação, imagina-te a envolvê-los em serenidade, reticulando-lhes o otimismo e a esperança.

Perante o desequilíbrio de alguém, auxilia a esse alguém com os teus votos íntimos de recuperação e repouso.

Se te vês ao lado de um enfermo, detém-te meditar em melhora e restauração, augurando-lhe saúde e alegria.

Diante de irmãos abatidos e tristes, canaliza para eles a tuas mais amplas idéias de reconforto.

Quando ouvires uma pessoa imatura ou portadora de conversação menos feliz, busca socorrê-la sem palavras, encaminhando-lhe mensagens inarticuladas de compreensão e simpatia.

Se te recordas de amigos ausentes, mentaliza apoio e bondade, relativamente a eles, a fim de protegê-los e animá-los na execução dos compromissos que abraçam.

Saibamos suprimir de sentimentos, idéias, atitudes, palavras e ações tudo o que relacione com ressentimento, perturbação, ódio, azedume, amargura ou violência e, trabalhando e servindo no bem de todos, procuremos agir e pensar em paz, doando paz aos que nos compartilham a vida.

O Reino dos Céus é luz de amor em refúgio de paz e não nos será lícito olvidar que Jesus, a cada um de nós, afirmou, convincente: - "Não procures o Reino de Deus aqui ou além, porque o Reino de Deus está dentro de ti."

Emmanuel/Chico Xavier
(Uberaba, 05 de junho 1973)
do Livro: Encontro de Paz

criado por tahyane    14:48 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

26 26UTC setembro 26UTC 2008

Amor Sempre

Sempre o amor direcionando as vidas.
Para onde quer que se encaminhe o ser, o amor já o
precedeu, demonstrando a grandeza do Excelso Amor.
Amor é a vida em plenitude que constrói, enriquece
e conduz tudo quanto existe.

Sem ele tudo perece e, caso enfraquecesse, todas as
coisas volveriam ao caos do princípio.
Isso porque, Deus é Amor!

O amor alimenta todas as coisas e todos os seres,
equilibra a ordem universal e se alarga na direção do
infinito.

Ei-lo no farfalhar das folhas, nas onomatopéias da
Natureza, no caricioso canto dos córregos, no desabrochar
das flores, no canto dos pássaros e nas vozes dos animais
exaltando a Criação, aí configurado como hino de louvor e
mensagem de eterna beleza.

O ser humano, em razão de sua fragilidade
emocional, no entanto, ainda não consegue sentí-lo na
profundidade em que se expressa, caminhando, por isso
mesmo, sem rumo e sem paz.

Uma gota de amor e se modifica a agressão do ódio.
Amor, portanto, a Deus, à vida, a si mesmo, nessa
trilogia em que Jesus sintetizou a própria razão de viver da
criatura humana.

Logo depois, o amor esplendendo na forma
espiritual, familial, como linguagem, sem adeus… e
sucessivamente, o amor sempre.

Joanna de Ângelis
(Página psicografada pelo médium Divaldo P.
Franco, na sessão mediúnica do Centro Espírita Caminho
da Redenção, na noite de 02 de abril de 1997, em
Salvador, Bahia.)

criado por tahyane    19:00 — Arquivado em: Espiritual

25 25UTC setembro 25UTC 2008

Inimigo Real

Geralmente, todos os nossos adversários, no fundo, são nossos instrutores.

À maneira do martelo que, tangendo a pedra, acaba aperfeiçoando-lhe a beleza, aquele que se coloca em
oposição à nossa maneira de crer, sentir ou pensar, freqüentemente é fator de estímulo à elevação de nossos
dotes pessoais.

O invejoso, invariavelmente, ensina-nos a prudência, o despeitado nos induz ao aprimoramento próprio. O
caluniador nos auxilia a marchar no caminho reto e o perseguidor gratuito nos auxilia a perseverar no bem.

Assim, então, se um inimigo poderoso devemos identificar junto de nós, na estrada do mundo — inimigo
que nos arma as piores ciladas e nos constrange a cair nas mais escuras armadilhas do remorso e da dor — esse é
o nosso próprio Eu, adversário terrível de nossa verdadeira felicidade, sempre imantado à concha de sombras em
que se refugia, sob as paredes da indiferença.

Combatamos a nós mesmos cada dia, em nome do bem que abraçamos.

Não vale afirmar sem exemplo, nem sonhar sem trabalho.

Adquirir conhecimentos superiores para adorá-los com o incenso de nosso personalismo é transformar a
vida em êxtase delituoso, quando a Terra nos pede rendimento de esforço para a obra do Bem Infinito.

Guerreemos o inimigo que se oculta, armado de astúcias mil na fortaleza de nossa animalidade
multissecular, dando caça às suas manifestações de inferioridade, com os dissolventes da compreensão, do
trabalho, da bondade e do amor e asfixiando-lhe o ignominioso comando, que tantas vezes nos tem arrojado aos
despenhadeiros do crime das reparações dolorosas, ouçamos, nas torres de nossa alma, a voz do Cristo, o único
mentor capaz de conduzir-nos à bênção íntima da imperecível libertação.

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Indulgência

criado por tahyane    18:31 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

23 23UTC setembro 23UTC 2008

Primavera


-pelo espírito de Kadu-

Natureza sábia,
sábia natureza…

E surge a primavera…
Sol dourado,
brisa refrescante,
relva macia,
árvores verdejantes,
frutos abundantes.
E do dourado do outono,
da palidez do inverno,
surgem gamas das mais
variadas cores.
Novos seres vêm ao mundo
para iniciarem mais um ciclo de vida.

Vida!
Abençoada vida!
Que abrigo nos dá,
que alimento nos fornece
para que possamos caminhar
até chegarmos ao nosso outono,
ao nosso inverno
e, finalmente,
à primavera do nosso despertar
e ao verão do calor humano
onde saberemos a todos os seres
amar.

pelo espírito de Kadú
Trecho de ESTAÇÕES
mensagem mediunica SEGRAV

criado por tahyane    14:03 — Arquivado em: Poesia — Tags:

22 22UTC setembro 22UTC 2008

Pétalas da Primavera

-Emmanuel-

E as pétalas

Despreendem-se das flores,

Enviam o perfume que distilam

Para o Alto, sempre mais Alto,

Em reverência a Deus…

E depois se espalham pela Terra

Em sinal de agradecimento

Pela cor e beleza, aroma e vida,

Com que o mundo as fez,

Belas e brilhantes.

Emmanuel
Uberaba, 12 de janeiro de 1990.
do Livro Pétalas de Primavera
Psicografia Chico Xavier

criado por tahyane    13:59 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

19 19UTC setembro 19UTC 2008

A Galinha Afetuosa


-Neio Lúcio-

Gentil galinha, cheia de instintos maternais, encontrou um ovo de regular tamanho e espalmou as asas sobre ele, aquecendo-o carinhosamente. De quando em quando, beijava-o, enternecida. Se saia a buscar alimento, voltava apressada, para que lhe não faltasse calor vitalizante.
E pensava, garbosa: — "Será meu pintinho! será meu filho!"

Em formosa manhã de céu claro, notou que o filhotinho nascia, robusto.
Criou-o, com todos os cuidados. No entanto, em dourado crepúsculo de verão, viu-o fugir pelas águas de um lago, sobre as quais deslizava contente.

Chamou-o, como louca, mas não obteve resposta. O bichinho era um pato
arisco e fujão.

A galinha, desalentada por haver chocado um ovo que lhe não pertencia à
família, voltou muito triste, ao velho poleiro; todavia, decorrido algum tempo e encontrando outro ovo, repetiu a experiência.

Nova criaturinha frágil veio à luz. Protegeu-a, com ternura, dedicou-se ao
filho com todas as forças, mas, em breve, reparou que não era um pintinho
qual fora, ela mesma, na infância. Tratava-se dum corvo esperto que a deixou em doloroso abatimento, voando a pleno céu, para juntar-se aos escuros bandos de aves iguais a ele.

A desventurada mãe sofreu muitíssimo. Entretanto, embora resolvida a viver só. foi surpreendida, certo dia, por outro ovo, de delicada feição. Recapítulou as esperanças maternas e chocou-o.
Dentro em pouco, o filhote surgia. A galinha afagou-o, feliz, mas, com o transcurso de algumas semanas, observou que o filho já crescido perseguia ratos à sombra.
Durante o dia, dava mostras de perturbado e cego; no entanto, em se fazendo a treva, exibia olhos coruscantes que a amedrontavam.

Em noite mais escura, fugiu para uma torre muito alta e não mais voltou. Era uma coruja nova, sedenta de aventuras.
A abnegada mãe chorou amargamente. Porém, encontrando outro ovo,
buscou ampará-lo. Aninhou-se, aqueceu-o e, findos trinta dias, veio à luz
corpulento filhote. A galinha ajudou-o como pôde, mas, em breve, o filho revelou crescimento descomunal. Passou a mirá-la de alto a baixo. Fez-se superior e desconheceu-a. Era um pavãozinho orgulhoso que chegou mesmo a maltratá-la.

A carinhosa ave, dessa vez, desesperou em definitivo. Saiu do galinheiro
gritando e dispunha-se a cair nas águas de rio próximo, em sinal de protesto contra o destino, quando grande galinha mais velha a abordou, curiosa, a indagar dos motivos que a segregavam em tamanha dor.
A mísera respondeu, historiando o próprio caso.

A irmã experiente estampou no olhar linda expressão de complacência e
considerou, cacarejando:

— Que é isto, amiga? não desespere. A obra do mundo é de Deus, nosso
Pai. Há ovos de gansos, perus, marrecos, andorinhas e até de sapos e
serpentes, tanto quanto existem nossos próprios ovos. Continue chocando e ajudando em nome do Poder Criador; entretanto, não se prenda aos resultados do serviço que pertencem a Ele e não a nós, mesmo porque a escada para o Céu é infinita e os degraus são diferentes.

Não podemos obrigar os outros a serem iguais a nós, mas é possível auxiliar a todos, de acordo com as nossas possibilidades. Entendeu?

A galinha sofredora aceitou o argumento, resignou-se e voltou, mais calma,
ao grande parque avícola a que se filiava.

O caminho humano estende-se, repleto de dramas iguais a este. Temos filhos, irmãos e parentes diversos que de modo algum se afinam com as nossas tendências e sentimentos. Trazem consigo inibições e particularidades de outras vidas que não podemos eliminar de pronto.

Estimaríamos que nos dessem compreensão e carinho, mas permanecem imantados a outras pessoas e situações, com as quais assumiram inadiáveis compromissos.
De outras vezes, respiram noutros climas evolutivos. Não nos aflijamos, porém.

A cada criatura pertence a claridade ou a sombra, a alegria ou a tristeza do
degrau em que se colocou.

Amemos sem o egoísmo da posse e sem qualquer propósito de
recompensa, convencidos de que Deus fará o resto.

pelo espírito de Neio Lúcio
psicografia Chico Xavier
do Livro Alvorada Cristã

criado por tahyane    14:45 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

18 18UTC setembro 18UTC 2008

Carta Despretensiosa

 
-Irmão X-

Meu caro. Recebi seus apontamentos.
Sei que me não aceitará a resposta com o desejável entendimento. Se ainda me guarda na lembrança, não me tolera a sobrevivência.

Ler-me-á as palavras, longe daquele acolhimento afetivo da época em que me afundava num escafandro igual ao seu, sob o denso mar do oxigênio terrestre.

Receber-me-á o esforço de agora com extremo espírito crítico. Buscará saber, antes de mais nada, se empreguei os verbos acertadamente e se pontuei a missiva com a
elegância necessária.

Provavelmente dirá que meus recursos empobreceram, que minha argumentação não
convence.

Vamos, contudo, às suas ponderações.

Afirma você que os espíritas desencarnados, pelo noticiário que fornecem ao mundo, se movimentam num plano absolutamente irreal.

A seu ver, moramos em casas ilusórias, cuidamos de instituições que não existem, colhemos flores e frutos de mentira e pairamos, como sombras, num campo de fantasia.

E acrescenta que, para ajuizar de nossa situação, toma por base o mundo em que pisa.

Na apreciação que lhe orienta os conceitos, a esfera em que você ainda respira é a mais sólida de toda a estruturação universal.

Coisa alguma sofre modificação ao redor de seus passos, segundo a posição especialíssima em que se coloca.

Se me demorasse por aí, talvez experimentasse amnésia idêntica. Basta dizer-lhe que enquanto carreguei o fardo benéfico da carne era eu perfeito desmemoriado em relação aos meus próprios defeitos.
E, quanto às minhas necessidades essenciais, nunca atentei para o tempo que corria, célere, em torno de mim.

Quando os amigos me atiraram terra e cal ao corpo inerme, foi que meditei na transitoriedade das situações e das coisas.

Reportei-me então à infância distanciada e revi nossa aldeia do Norte, perseguida pela areia invasora.
Casario e arvoredo converteram-se, pouco a pouco, num montão de ruínas.

Companheiros de jogas infantis desapareceram. Alguns haviam partido à procura de cidades fascinantes, outros jaziam
submersos na neblina da sepultura.

Reajustou-se-me a memória, gradativamente, e tornei, pelos olhos da imaginação, à casa que me viu nascer.

A morte brandira, ali, sua foice enorme, a torto e a direito. A doença lavrara por lá, copiando o fogo em pastagem alcantilada.

Transformações não tinham conta. O padeiro falecera de uma noite para o dia, vencido por um insulto cerebral.

A lavadeira que residia em frente de nós, mulher robusta e desassombrada, repentinamente passou a usar muletas, em razão da perna quebrada.

Nossos vizinhos, de tempos a tempos, trajavam rigoroso luto, homenageando parentes mortos; e até o padre mais velho, que despendia semanas, transmitindo-nos o
catecismo, certa manhã se deixou transportar para o cemitério, quando menos esperávamos.

Tudo se modificava, de hora a hora, até que nos separamos a fim de rever-nos, mais tarde, na Capital da República.

Você fazia o possível por ocultar os males do estômago e eu dissimulava habilmente as perturbações do sistema endócrino.

Seu rosto não era o mesmo. Rugas surpreendentes marcavam-no todo. Seus cabelos, que conhece finos, sedosos e abundantes, estavam ralos e encanecidos.

Seus olhos fitavam-me com firmeza, todavia, injetados de sangue. As mãos bem cuidadas não mostravam a despreocupação do princípio; entretanto, revelavam-se pesadas e grossas, exibindo veias salientes.

Certo, você notou profunda mudança em mim, mas a gentileza lhe asfixiou as observações pessimistas que procurei calar igualmente por minha vez.

E as moças que cortejáramos noutra época, enlevados na paisagem do berço? Algumas
delas, no Rio, embalde tentavam recursos contra a jornada implacável da Natureza.

Eram quase irreconhecíveis. Odontólogos exímios não lhes restauravam a boca que namoramos, embevecidos, nos primeiros arroubos da juventude.

Surgiam na avenida, assim como nós ambos, procurando farmácias para, o reumatismo iniciante.

A morte, meu caro, teve o condão de acordar-me as reminiscências.

E considerando a amizade que sempre nos ligou, no cenário humano, rememoro, saudoso, sua própria felicidade longínqua…

Não ignoro que você perdeu os pais, a esposa inesquecível e o filho mais novo que lhe era particularmente querido pelas afinidades sentimentais.

Em dez anos, você mudou de residência quinze vezes, procurando alívio para o coração angustiado, irremediavelmente enfermo…

Seus olhos permanecem fixos no pretérito e, identificado com a sua dor de peregrino, cheio de ouro e vazio de paz, lembro-me, saudosamente, até mesmo de seu belo papagaio que nos divertia, faz quase trinta anos, gritando os nomes de políticos influentes da hora…

Desejaria confortá-lo, revivê-lo, mas… você, apesar de batido pelam desilusões e renovações incessantes, está convencido de que vive no plano mais sólido e inamovível do Universo e acredita que eu seja um vagabundo invisível a contar anedotas destinadas à ingenuidade humana.

Você, homem de carne e osso, declara-se imutável e assevera que não passo de sombra
a voltar do país da morte.

Como poderá um fantasma consolar um homem seguro de ai, a ponto de julgar-se intangível?

Decididamente, você tem toda a razão.

pelo espírito de Irmão X
Psicografia Chico Xavier
do Livro Luz Acima

criado por tahyane    10:38 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

17 17UTC setembro 17UTC 2008

De Caminho em Caminho

 


-Meimei-

Segue fazendo o bem provavelmente,
não te faltarão espinhos e pedras.
Pedras, no entanto, servem-nos para construções
e espinhos lembram rosas.

Não percas a oportunidade de auxiliar.

Se alguém te lança entraves à marcha,
não te vincules à idéia do mal.

Reflete na Bondade de Deus e caminha.

Não acuses a ninguém.

Compadece-te e age amparando.

Quem te pareça no erro, únicamente haverá estragado em si
mesmo o sonho de amor e aperfeiçoamento com que nasceu.

Não gastes tempo, medindo obstáculos
ou lastimando ocorrências infelizes.

Ouve as frases do bem que te induzem à frente
e esquece tudo aquilo que se te representa
por apelo à desistência ou desânimo.

Alguns dos minutos das horas de que disponhas,
investidos no reconforto aos Irmãos emparedados no sofrimento,
ser-te-ão contados por créditos de alegria e de paz.

Sê a coragem dos que esmorecem
e a consolação dos que perdem a esperança.

Onde encontres a presença da sombra,
acende a luz da renovação.

Quando alguém te fale em tribulações do presente,
destaca as possibilidades do futuro.

Aos irmãos que te exponham prejuízos de agora,
aponta vantagens que virão.

Estende a própria alma na dádiva que fizeres.

De tudo quanto ouças e vejas, fales ou faças, prevalece tão-somente
o amor que puseres nas próprias manifestações.

Se percebes a vizinhança da tempestade,
não te esqueças de que acima das nuvens reina o céu azul.

E se te reconheces, dentro da noite, conserva a segurança de tua fé,
recordando sempre de que o amanhã trará um novo alvorecer.

Meimei
Psicografia Chico Xavier

criado por tahyane    10:01 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

16 16UTC setembro 16UTC 2008

Instrução


-Emmanuel-

Já se disse que duas asas conduzirão o espírito humano à presença de
Deus.
Uma chama-se Amor, a outra, Sabedoria.

Pelo amor, que, acima de tudo, é serviço aos semelhantes, a criatura se ilumina e aformoseia por dentro, emitindo, em favor dos outros, o reflexo de suas próprias virtudes; e, pela sabedoria, que começa na aquisição do
conhecimento, recolhe a influência dos vanguardeiros do progresso, que lhe comunicam os reflexos da própria grandeza, impelindo-a para o Alto.

Através do amor valorizamo-nos para a vida.

Através da sabedoria somos pela vida valorizados.

Daí o imperativo de marcharem juntas a inteligência e a bondade.

Bondade que ignora é assim como o poço amigo em plena sombra, a dessedentar o viajor sem ensinar-lhe o caminho.

Inteligência que não ama pode ser comparada a valioso poste de aviso, que traça ao peregrino informes de rumo certo, deixando-o sucumbir ao tormento da sede.

Todos temos necessidade de instrução e de amor.

Estudar e servir são rotas inevitáveis na obra de elevação.

Toda a cultura intelectual é formada em cadeia de gradativa expansão.

As civilizações sucedem-se, ininterruptas, ao influxo da herança mental.

A arte, na palavra ou na música, no buril ou no pincel, evolui e se aprimora, por intermédio da repercussão a exprimir-se no trabalho dos cultivadores do belo, que se inspiram uns nos outros.

A escola é um centro de indução espiritual, onde os mestres de hoje continuam a tarefa dos instrutores de ontem.

O livro representa vigoroso ímã de força atrativa, plasmando as emoções e
concepções de que nascem os grandes movimentos da Humanidade, em todos os setores da religião e da ciência, da opinião e da técnica, do pensamento e do trabalho.

Por esse dínamo de energia criadora, encontramos os mais adiantados serviços de telementação, porqüanto, a imensas distâncias, no espaço e no tempo, incorporamos as idéias dos espíritos superiores que passaram por nós, há séculos.

Sócrates reflete-se nas páginas dos discípulos que lhe comungavam a intimidade, e, ainda hoje, consumimos os elevados pensamentos de que foi ele o portador.

Retrata-se Jesus nos livros dos apóstolos que lhe dilataram a obra, e temos no Evangelho um espelho cristalino em que o Mestre se reproduz, por divina reflexão, orientando a conduta humana para a construção do Reino de
Deus entre as criaturas.

Conhecer é patrocinar a libertação de nós mesmos, colocando-nos a caminho de novos horizontes na vida.

Corre-nos, pois, o dever de estudar sempre, escolhendo o melhor para que
as nossas idéias e exemplos reflitam as idéias e os exemplos dos paladinos da luz.

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Pensamento e Vida

criado por tahyane    12:05 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

15 15UTC setembro 15UTC 2008

Khrisna e o menino

O conto
-Paulo Coelho-

A viúva de uma pobre aldeia em Bengala não tinha dinheiro para pagar o ônibus para seu filho, de modo que o garoto, quando foi matriculado num colégio, iria ter que atravessar, sozinho, uma
floresta.
Para tranqüilizá-lo, ela disse:
-Não tenha medo da floresta, meu filho. Peça ao seu Deus Krishna para acompanhá-lo. Ele escutará sua oração.

O garoto fez o que a mãe dizia, Krishna apareceu, e passou a levá-lo todos os dias a escola.
Quando chegou o dia do aniversário do professor, o menino pediu a mãe algum dinheiro para levar um presente.

-Não temos dinheiro, filho. Peça ao seu irmão Krishna para arranjar um presente.

No dia seguinte, o menino contou seu problema a Krishna. Este deu-lhe uma jarra cheia de leite.

Animado, o menino entregou a jarra ao professor. Mas, como os outros presentes eram mais bonitos, o mestre não deu a menor atenção.

-Leva esta jarra para a cozinha – disse o professor para um assistente.
– O assistente fez o que lhe fora mandado. Ao tentar esvaziar a jarra, porém, notou que ela tornava a encher-se sozinha. Imediatamente, foi comunicar o fato ao professor que, aturdido, perguntou ao menino:

-Onde arranjou esta jarra, e qual é o truque que a mantém cheia?
-Quem me deu foi Krishna, o Deus da floresta.
O mestre, os alunos, o ajudante, todos riram.
-Não há deuses na floresta, isto é superstição! – disse o mestre. – Se ele existe, vamos lá fora para vê-lo!

O grupo inteiro saiu. O menino começou a chamar por Krishna, mas este não aparecia.

Desesperado, ele fez uma última tentativa:

-Irmão Krishna, meu mestre quer vê-lo. Por favor, apareça!

Neste momento, escutou-se da floresta uma voz, que ecoou por todos os cantos:

-Como é que ele deseja me ver, meu filho? Ele nem sequer acredita que eu existo!

Paulo Coelho em
Mensagens do dia vol 2

criado por tahyane    13:51 — Arquivado em: Paulo Coelho

14 14UTC setembro 14UTC 2008

O Teste

 

-Emmanuel-

Reunião pública de 11-12-59
– Questão 469 – O Livro dos Espíritos

Lutando, disseste: “não posso mais”.
E ajudaste os que te roubam a fortaleza.

Batido, clamaste: “reagirei”.
E amparaste os que te induzem à violência.

Esquecido, gemeste: “estou sozinho”.
E ajudaste os que te bloqueiam a confiança.

Caluniado, gritaste: “vingar-me-ei”.
E amparaste os que te guiam à crueldade.

Ferido, bradaste: “quero justiça”.
E ajudaste os que te furtam a tolerância.

— Enjoei de viver.

— A fadiga me vence.

— Tudo perdido.

— Nada mais a fazer.

Tentando justificar-te, recorres à filosofia de ocasião
e repetes rifões e chavões antigos:

— A dança obedece à música.

— Faço como me ensinam.

— Seja virtuoso quem puder ser.

— Amanhã virá quem bom me fará.

— Tarde demais.

— Fiz tudo.

— Depois em faço.

— Lavei as mãos.

Recorda, porém, que toda dificuldade é teste renovador.
Todos somos tentados na imperfeição que trazemos.

Queixa é fuga.

Impaciência é perigo.

Censura é auxílio ao perseguidor.

Revolta é força que apressa o crime.

Ataque é óleo no fogo.

Desforço é golpe que apaga a luz.

Desespero é chave do ladrão.

Maltratado, busca o bem.

Injuriado, fala o bem.

Contrariado, procura o bem.

Traído, renova o bem.

Assaltado, conserva o bem.

A única fórmula clara e segura de vencer, no teste
contra as influências inferiores, será sempre, o que for,
com quem for e seja onde for, esquecer o mal e fazer o bem.

Emmanuel/Chico Xavier
do Livro Religião dos Espíritos

criado por tahyane    12:46 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

12 12UTC setembro 12UTC 2008

Das relações humanas

-Paulo Coelho-

Epictetus ( A.D. 55 – A.D. 135) nasceu escravo, e se tornou um dos grandes filósofos de Roma. Foi expulso da cidade no ano 94, e criou – no exílio – uma maneira de ensinar a seus discípulos.

Comentava a respeito dos encontros com outras pessoas:

“Duas coisas podem acontecer quando nos encontramos com alguém: ou nos tornamos amigos, ou tentamos convencer esta pessoa a aceitar nossas convicções.
O mesmo acontece quando a brasa encontra um outro pedaço de carvão: ou compartilha seu fogo com ele, ou é sufocada por seu tamanho, e termina se extinguindo.

“Como, geralmente, somos inseguros num primeiro contato, tentamos a indiferença, a arrogância, ou a excessiva humildade. O resultado é que deixamos de ser quem somos, e as coisas passam a se dirigir para um estranho mundo que não nos pertence.

“Para evitar que isto aconteça, permita que seus bons sentimentos sejam logo notados.
A arrogância geralmente é uma máscara banal da covardia, e termina impedindo que coisas importantes floresçam na sua vida.“

Paulo Coelho
em Mensagens do Dia Vol. II

criado por tahyane    14:28 — Arquivado em: Paulo Coelho

11 11UTC setembro 11UTC 2008

Não Somente

 

-Emmanuel-
 

"Nem só de pão vive o homem".- Jesus. (MATEUS. 4:4)
 
 
 

Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de
conhecimentos superiores que fortaleçam a alma.

Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura
e nobreza dos sentimentos.

Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a
educação que aperfeiçoa as maneiras.

Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.

Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa
invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil, estimado e respeitável.

Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna.

Não somente claridade para os olhos mortais, mas também luz divina
para o entendimento imperecível.

Não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva.

Não apenas flores, mas também frutos.

Não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração
ativa..

Não só teoria excelente, mas também prática santificante.

Não apenas nós, mas igualmente os outros.

Disse o Mestre: - "Nem só de pão vive o homem".

Apliquemos o sublime conceito ao imenso campo do mundo.
Bom gosto, harmonia e dignidade na vida exterior constituem dever, mas não nos esqueçamos da pureza, da elevação e dos recursos sublimes da vida interior, com que nos dirigimos para a Eternidade.
 
 

Emmanuel
Psicografia Chico Xavier
do Livro Fonte Viva

criado por tahyane    14:20 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:
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