Além da Terra, Nas Estrelas…

Mensagens espiritualistas

27 27UTC junho 27UTC 2008

O Silêncio

-Kent Nerburn-

Nós os índios, conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.

"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.

Esta é a maneira correta de viver.

Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.

Observa os anciões para ver como se comportam.

Observa o homem branco para ver o que querem.

Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás.

Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.

Com vocês, brancos, é ao contrário.

Vocês aprendem falando.

Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.

Em suas festas, todos tratam de falar.

No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes.

E chamam isso de "resolver um problema".

Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.

Precisam preencher o espaço com sons.

Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.

Vocês gostam de discutir.

Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.

Sempre interrompem.

Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.

Se começas a falar, eu não vou te interromper.

Te escutarei.

Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.

Mas não vou interromper-te.

Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste, mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.

Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.

Terás dito o que preciso saber.

Não há mais nada a dizer.

Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.

Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.

Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.

Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.

Existem muitas vozes além das nossas.

Muitas vozes.

Só vamos escutá-las em silêncio.

Kent Nerburn
Texto traduzido por Leela,
"Neither Wolf nor Dog.
On Forgotten Roads with an Indian Elder

criado por tahyane    9:45 — Arquivado em: Comportamento, Espiritual

25 25UTC junho 25UTC 2008

Ganhando Resistência

André Luiz

Reconhece você que a sua resistência precisa aumentar; por isso mesmo não despreze o esforço no bem algum tanto a mais além do nível.

Se o trabalho parece estafante, suporte mais um pouco as dificuldades em que se lhe envolvem os encargos.

Onde lhe pareça já haver exercitado o máximo de humildade, apague-se um tanto mais em favor de outrem para que o seu grupo alcance a segurança ideal.

Demonstre um pouco mais de paciência nos momentos de inquietação e evitará desgostos incalculáveis.

Abstenha-se algo mais de reclamações mesmo justas, no que se reporta aos seus interesses pessoais, e observará quanta simpatia virá depois ao seu encontro.

Mostre um pouco mais de serenidade nos instantes de crise e você se transformará no apoio providencial de muita gente.

Confie algo mais na proteção da Bondade Divina e conseguirá superar obstáculos que se lhe figuravam intransponíveis.

Nos dias de enfermidade agüente um tanto mais as dificuldades do tratamento e você apressará as suas próprias melhoras de maneira imprevisível.

Tolere um tanto mais as intrigas que, porventura, lhe assediem o campo de ação, sem lhes oferecer qualquer importância e defenderá a sua própria felicidade, com inesperado brilhantismo.

Você vive no mundo em meio de provas e lutas, desafios e necessidades, ao modo de aluno entre as lições de que precisa na escola, em favor do próprio aproveitamento; aprenda a suportar os convites ao bem dos outros e você ganhará os melhores valores da resistência.

André Luiz
por Chico Xavier
em Respostas da Vida

criado por tahyane    10:46 — Arquivado em: Chico Xavier

23 23UTC junho 23UTC 2008

Tópicos da Coragem

 

-Emmanuel-

Muitos companheiros evidenciam admirável coragem nos momentos de heroísmo.

O homem que dominou um animal selvagem, colocando-lhe o freio…

Outro que venceu o campeonato de mergulho em águas perigosas…

E ainda outro que adquiriu enorme destaque na corrida de pedestres…

Todos eles, pela disciplina que demonstram são dignos de respeito.

Outro tipo de coragem, porém, existe, característica nos seguidores do Cristo: — a coragem da fé.

Aquela de se calar alguém para que outros falem mais alto;
de suportar humilhações e agravos sem deteriorar a imagem
dos adversários e agressores;

de cumprir alegremente as obrigações assumidas no tempo, mesmo quando se transfiguram em desagradável rotina;

de auxiliar aos outros, sem esperar qualquer aplauso público;

e aquela de se esquecer a criatura, a fim de que outros recolham as vantagens de serviço que empreenderam e sustentaram com imenso esforço, sem perder o sorriso de cordialidade e compreensão.

O heroísmo será talvez mais fácil pelo deslumbramento de uma hora, perante a admiração dos homens;

entretanto, a coragem da fé será sempre difícil, porque exige a repetição incessante do cultivo da humildade e da tolerância, da renúncia e da dedicação ao próximo, no desdobramento do dia-a-dia.

Emmanuel por Chico Xavier
em Espera Servindo

criado por tahyane    11:18 — Arquivado em: Chico Xavier

21 21UTC junho 21UTC 2008

Destino e Pensamento


-Espíritos Diversos-

Eis o princípio ideal
De agir com calma e com zelo:
Não nos basta ver o mal,
É preciso compreendê-lo.
Álvaro Martins

Sem alarme e sem reclamos,
O destino, em qualquer crença,
É tudo quanto formamos
De tudo quanto se pensa.
Lourenço Prado

Clamando por diretrizes,
Vemos, por todos os lados,
Os que anseiam ser felizes
Mantendo os braços cruzados.
Sylvio Fontoura

Nunca reproves ninguém.
Idéia é fala sem voz.
A gente vê no vizinho
Aquilo que vive em nós.
Pedro Silva

Pensamento que se irrite
Expressa, em linhas gerais,
Uma força sem limite
Buscando forças iguais.
Múcio Teixeira

Nas lutas do dia-a-dia,
Na ação, no lar e no afeto,
O segredo da alegria
É o pensamento correto.
Jovino Guedes

Não há quem caminhe a sós,
Trabalha, serve e perdoa,
Pois estamos todos nós
Dentro da mesma canoa.
Jair Presente

Eis que a fé nos elucida,
Bradando em seus estatutos:
Do que semeias na vida
Tens na morte os próprios frutos.
Bóris Freire

Foi sempre vaga e enfermiça
A idéia de João Moleza;
Se escapava da preguiça,
Descambava na tristeza.
Cornélio Pires

Ensinamento sabido:
Destino é ato e proposta.
A idéia faz o pedido,
O tempo traz a resposta.
Marcelo Gama

Psicografia Chico Xavier
do Livro Assembléia de Luz

 

criado por tahyane    13:00 — Arquivado em: Chico Xavier, Poesia — Tags:

18 18UTC junho 18UTC 2008

Pureza em Branco

pelo Espirito de Irmão X

Quando Anésio Fraga deixou o corpo físico, ele, que fora sempre considerado puro entre os homens, atingiu a Fronteira do Mundo Espiritual à semelhança de um lírio, tal a brancura de sua bela vestimenta.

Pretendia viver nas Esferas Superiores, respirar o clima dos anjos, alçar-se às estrelas e comungar a presença do Cristo – explicou ao agente espiritual que atendia ao policiamento  da passagem para os excelsos Planos da Espiritualidade.

O zeloso funcionário, contudo, embora demonstrasse profundo respeito para com a sua apresentação, submeteu-o a longo teste, findo o qual, não obstante desapontado, explicou  que lhe não seria possível avançar.

Faltavam-lhe requisitos para maior ascensão.

– Eu? eu? – gaguejou Anésio, aflito. – Como pode ser isso? Fui na Terra um homem que observou todas as regras do Santo Caminho.

– Apesar de tudo… – falou o fiscal, reticencioso.

– Não me conformo, não me conformo! – reclamou o candidato à glória divina.

E sacando do bolso uma lista, exclamou agastado:

– Pensando na hipótese de alguma desconsideração, resumi em dez itens o meu  procedimento irrepreensível no mundo.

E leu para o benfeitor calmo e atento:

– Respeitei todas as religiões.
– Cultivei o dom da prece.
– Acreditei no poder da caridade.
– Nunca aborreci os meus semelhantes.
– Confiei sempre no melhor.
– Calei toda palavra ofensiva ou desrespeitosa.
– Calculei todos os meus passos.
– Jamais procurei os defeitos do próximo.
– Evitei o contacto com todas as pessoas viciadas.
– Vivi em minha casa preocupado em não ser percalço na estrada alheia.

O mordomo da Grande Porta, no entanto, sorriu e comentou :

– Fraga, você leu as afirmações, esquecendo as demonstrações.
– Como assim ?
O amigo paciente apanhou uma ficha e esclareceu que o Plano Espiritual possuía também apontamentos para confronto e solicitou-lhe a releitura da lista.

Principiou Anésio :

– Respeitei todas as religiões…
E o examinador acentuou, conferindo as anotações :
– Mas não serviu a nenhuma.

– Cultivei o dom da prece…
– Somente em seu próprio favor.

– Acreditei no poder da caridade…
– Todavia, não a praticou.

– Nunca aborreci os meus semelhantes…
– Entretanto, não auxiliou a quem quer que fosse.

– Confiei sempre no melhor…
– Mas apenas em seu benefício.

– Calei toda palavra ofensiva ou desrespeitosa…
– Não se lembrou, porém, de falar aquelas que pudessem amparar os necessitados de consolo e esperança.

– Calculei todos os meus passos…
– Para não ser molestado.

– Jamais procurei os defeitos do próximo…

– Contudo, não lhe aproveitou os bons exemplos.

– Evitei o contacto com todas as pessoas viciadas…
– Atendendo ao comodismo.

– Vivi em minha casa preocupado em não ser percalço na estrada alheia…
– Simplesmente para não ser chamado a tarefas de auxílio…

Anésio, desencantado, silenciou, mas o benfeitor esclareceu, sem afetação :

– Meu amigo, meu amigo! não basta fugir ao mal. É preciso fazer o bem. Você movimenta-se em branco, veste-se em branco, calça em branco e brilha em branco, mas a sua existência na Terra passou igualmente em branco… Volte e viva!

Angustiado, Anésio perdeu o próprio equilíbrio e rolou da Altura na direção da Terra…

Do livro Contos Desta e Doutra Vida
pelo espírito de Irmão X
Psicografia Chico Xavier

criado por tahyane    16:52 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

15 15UTC junho 15UTC 2008

Sinais e sintomas

 

Sinais e sintomas
característicos da mediunidade
-Adenáuer Novaes-

Muito embora Allan Kardec tenha dito que “Nenhum indício há pelo qual se reconheça a existência da faculdade mediúnica.” , podemos estabelecer pelo menos alguns sinais identificadores da ocorrência de alterações no indivíduo que possam ser atribuídas a algum tipo de interferência mediúnica.

A afirmação de Allan Kardec talvez diga respeito ao reconhecimento a priori, em face da inexistência de sinais externos nos médiuns ou mesmo por conta da exigência da presença dos espíritos para sua
ocorrência.

Por enquanto a mediunidade não foi detectada organicamente, mas apenas pelos efeitos que produz. Nenhum médium, por mais experiente que seja, garante que pode controlar a demonstração da sua faculdade.

A mediunidade é uma faculdade psíquica e, como todo fenômeno subjetivo, não se submete, do ponto de vista experimental, à observação e repetição.

Há, porém, alguns indícios que podem nos levar futuramente à sua detecção e comprovação. Eles são subjetivos e facilmente podem ter explicações psicológicas inconscientes ou mesmo parapsicológicas anímicas.
No seu conjunto, numa mesma pessoa, podem apontar para a existência da faculdade denominada de mediunidade. São eles:

1. Idéias e sentimentos inusitados na forma de pressentimentos que acabam por se concretizar. Ocorre também como se o indivíduo já soubesse antecipadamente o que irá ocorrer, permitindo- lhe agir de acordo com uma certeza interna;

2. Forte dose de intuição quanto às pequenas ocorrências do cotidiano. Geralmente coloca o indivíduo num estado de consciência de quem tem o domínio dos eventos do dia, sem lhe gerar qualquer ansiedade;

3. Arrependimentos tardios após atitudes inadequadas que poderiam ter sido evitadas. São situações freqüentes de ausência de vontade própria, nas quais parece haver uma outra personalidade no controle, trazendo desconforto momentâneo;

4. Alterações constantes na forma, no conteúdo e no curso dos pensamentos promovendo desvio na elaboração das idéias.
Apresentam-se como falhas ou ausências no pensar, provocando sérias alterações na vida profissional, afetiva e familiar da pessoa;

5. Alterações orgânicas e da senso-percepção não atribuíveis a fatores funcionais nem a interferências psicossomáticas. Tais alterações podem ir do desconforto orgânico a alterações significativas nos cinco sentidos físicos, os quais podem se tornar hipo ou hiper-sensíveis;

6. Ocorrências repetitivas de sonhos premonitórios ou de sonhos freqüentes com pessoas que já morreram. Freqüentes sonhos nos quais eventos futuros são vistos pelo sonhador, envolvendo terceiros ou a si mesmo, como também sonhos com pessoas, parentes ou não, já desencarnados e que parecem querer transmitir alguma mensagem;

7. Sensações constantes de presenças à sua volta, ou de terceiros, de seres invisíveis. Ocorre como se algo envolvesse a pessoa e lhe transmitisse a sensação de alguma companhia não visível. Às vezes, a pessoa sente uma alteração em seu estado de consciência;

8. Ruídos e pancadas à sua volta não atribuíveis a fatores físicos conhecidos. São ruídos que parecem vir de dentro de paredes ou de objetos maciços como pancadas fortes e rápidas;

9. Audição de vozes aparentemente oriundas do interior da cabeça. Sons de palavras ou de músicas que soam no interior da cabeça e que não se originam de lugar externo;

10. Superexcitação motora seguida de forte desejo de escrever.
Às vezes, inicia-se com um forte desejo de escrever ou com uma persistente idéia inusitada sobre algum tema. Muitas vezes, tal desejo é acompanhado de tremores num dos braços, o qual apresenta movimentos repetitivos sem controle consciente da pessoa;

11. Sensação descontrolada de que poderá ser tomado por algo, seguido de forte desejo de falar. Apresenta-se, muitas vezes, como um desconforto toráxico e uma necessidade de gritar ou chorar. Pode, também, surgir como se alguma parte do corpo fosse acometida de uma intensa dor aguda;

12. Facilidade na obtenção de cura de doenças alheias, pelo simples desejo de obtê-la ou pela proximidade ao doente. A pessoa, pelo desejo consciente ou não, percebe a cura ou melhora de doenças em terceiros pelo contato físico ou por sua simples presença;

13. Produção de conhecimentos não atribuíveis ao saber do indivíduo e à sua revelia. Quando, após a simples atividade de escrever ou de falar em público, a pessoa observa ou alguém lhe diz que o que produziu é de excelente conteúdo e de qualidade superior aos conhecimentos intelectuais que possui.

14. Obtenção de índices acima dos níveis aceitáveis nas cartas Zenner . Quando feito o teste Zenner, o percentual de acertos na retro-cognição e na pré-cognição apresenta níveis acima da média;

15. Achados psicométricos em experiências típicas. Quando o índice de acertos nos detalhes de objetos no teste psicométrico é superior ao normal;

16. Constantes experiências emocionais de “déjà vü”.
Quando a pessoa tem freqüentes experiências emocionais de ter
estado em determinados lugares antes, sem conscientemente têlos
conhecido.

Adenáuer Novaes
em Psicologia e mediunidade

criado por tahyane    11:31 — Arquivado em: Espiritual

12 12UTC junho 12UTC 2008

O mundo é grande

-Carlos Drummond de Andrade-

O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade
in “Amar se Aprende Amando”

criado por tahyane    16:09 — Arquivado em: Poesia — Tags:

11 11UTC junho 11UTC 2008

O Sábio e os Problemas

 

(O problema dos Outros)
-Paulo Coelho-

Era uma vez um sábio muito conhecido, que vivia em umas montanha do Himalaia. Cansado de conviver com os homens, havia escolhido uma vida simples, e passava a maior parte do tempo meditando.

Sua fama, porém, era tão grande, que as pessoas estavam dispostas a andar por caminhos estreitos, subir colinas escarpadas, vencer rios caudalosos - apenas para conhecer aquele homem santo, que acreditavam ser capaz de resolver qualquer angústia do coração humano.

O sábio, como era um homem cheio de compaixão, dava um conselho aqui, outro ali, mas procurava livrar-se logo dos visitantes indesejados.
Mesmo assim, eles apareciam em grupos cada vez maiores, e certo dia uma multidão bateu à sua porta, dizendo que lindas histórias a seu respeito haviam sido publicadas no jornal local, e todos estavam certos que ele sabia como superar as dificuldades da vida.

O sábio não disse nada; pediu que sentassem e esperassem. Três dias se passaram, e mais gente chegou.
Quando não havia espaço para mais ninguém, ele dirigiu-se ao povo que estava diante de sua porta:

- Hoje vou dar a resposta que todos desejam. Mas vocês prometem que, assim que tiverem seus problemas solucionados, dirão aos novos peregrinos que me mudei daqui – de modo que possa continuar a viver na solidão que tanto almejo. Se insistirem em saber para onde fui, vocês ensinarão o ritual que estou prestes a fazer – de modo que ninguém possa se queixar de que a verdadeira sabedoria é inacessível.

Homens e mulheres fizeram um juramento sagrado; se o sábio cumprisse o prometido, eles não deixariam mais nenhum peregrino subir a montanha.

- Digam-me seus problemas – pediu o sábio.

Alguém começou a falar, mas foi logo interrompido por outras pessoas – já que todos sabiam que aquela era a última audiência pública que santo homem estava dando, e tinham medo que ele não tivesse tempo de escuta-los.
Minutos depois, a confusão estava criada; muitas vozes gritando ao
mesmo tempo, gente chorando, homens e mulheres arrancando o cabelo de desespero, porque era impossível fazer-se ouvir.

O sábio deixou que a situação se prolongasse um pouco, até que gritou:

- Silêncio!

A multidão calou-se imediatamente.
- Sentem-se no chão, e esperem!

Todos obedeceram. Ele entrou na sua pequena cabana, e logo retornou com folhas de papel, lápis, e uma cesta de vime.
Distribuiu o papel, pediu que cada um escrevesse o seu pior problema, dobrasse em quatro, e colocasse na cesta.

Quando todos terminaram, o sábio recolheu a cesta, e a sacudiu bastante, de modo que os papéis se misturassem.

Em seguida, devolveu-a a multidão, dizendo calmamente:

- Passem esta cesta por todos; que cada um tire o papel que está em cima, leia o que foi escrito. Se vocês quiserem, podem escolher entre passar a ter o problema que está escrito, ou pedir ao outro que lhes entregue aquilo que colocaram na cesta.

Cada um dos presentes pegou uma das folhas de papel, leu, e ficou horrorizado. Concluíram que aquilo que tinham escrito, por pior que fosse, não era tão sério como o que afligia o seu vizinho.

Duas horas depois, tinham trocado todos os pedaços de papel, e cada um tornou a colocar no bolso aquilo o seu problema pessoal, aliviado por saber que sua aflição não era tão dura como imaginava.

Agradeceram a lição, desceram a montanha com a certeza de que eram mais felizes que os outros, e – cumprindo o juramento feito - nunca mais deixaram que ninguém perturbasse a paz do santo homem.

Autor Paulo Coelho
Fonte: Públicação 190 - O Globo

criado por tahyane    18:03 — Arquivado em: Paulo Coelho

7 07UTC junho 07UTC 2008

Solidão

 

Solidão é a distância que o separa de você mesmo
e não a distância que o separa dos outros.

Gasparetto

criado por tahyane    16:24 — Arquivado em: Provérbios e Pensamentos

6 06UTC junho 06UTC 2008

A Água Fluidificada

-Emmanuel-

"E qualquer que tiver dado um copo de água fria
por ser meu discípulo, em verdade vos digo que,
de modo algum, perderá o seu galardão"
Jesus em Mateus cap.10: vers.42

Meu amigo, quando Jesus se referiu à benção do copo de água fria, em seu nome,  não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum.

Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos.

A água é dos corpos o mais simples e receptivo da Terra.

É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.

A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias.

A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e flúidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e a linfa potável recebe a influência, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam.

A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui no imo d’álma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres.

O espírito que se eleva na direção do Céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribuí-las em benefício de todos os que lhe seguem a marcha.

Ninguém existe órfão de semelhante amparo.

Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.

Reconheçamos, pois, que o Mestre quando se referiu à água simples, doada em nome da sua memória, reportava-se ao valor real da providência, em benefício da carne e do espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças.

Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de tuas necessidades fisiológicas ou dos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros,  coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia.

O orvalho do Plano Divino magnetizará o líquido, com raios de amor, em forma de bênção, e, estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus.

Emmanuel/Chico Xavier
Reunião Publica 05/06/1950
in Correiro Fraterno Didier
jan/fev/2001

criado por tahyane    11:47 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

3 03UTC junho 03UTC 2008

Afeições

 


-Emmanuel-

O amor não é cego.
Vê sempre as pessoas queridas
tais quais são
e as conhece, na intimidade,
mais do que os outros.

Exatamente por dedicar-lhes
imenso carinho,
recusa-se a registrar-lhes
os possíveis defeitos,
porquanto sabe amá-las
mesmo assim.

Emmanuel/Chico Xavier
em Caminhos

criado por tahyane    17:07 — Arquivado em: Chico Xavier — Tags:

Tempo

É uma infelicidade que existam tão poucos intervalos
entre o tempo em que somos demasiado novos
e o tempo em que somos demasiado velhos.

Baron de la Brede et de Montesquieu

criado por tahyane    17:03 — Arquivado em: Provérbios e Pensamentos

1 01UTC junho 01UTC 2008

Observar e Refletir

O mais belo que podemos observar
são os mistérios do mundo.
A verdadeira fonte da arte e da ciência.
Onde as emoções são mais estranhas,
onde podemos sem pressa
refletir sobre a vida, assim como a morte,
e avaliar nossa verdadeira existência.

Albert Einstein

criado por tahyane    15:42 — Arquivado em: Provérbios e Pensamentos
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