10 10UTC maio 10UTC 2008
Minha Mãe

-Maria Dolores-
Desejava, Mãezinha, para testemunhar-te afeto e gratidão,
escrever-te um poema que me fotografasse o coração.
E, ao servir-me do verbo, quisera misturar
a beleza das flores e das fontes,
o azul do céu, o ouro do sol
e os lírios do luarl…
Anseio enaltecer-te!…
A palavra, no entanto, Mãe querida,
não consegue mostrar as bênçãos incessantes
que nos trazes à Vida.
Em vão consulto dicionários!
Não encontro a expressão lúcida e bela
que nos defina claramente a luz
que o teu sorriso nos revela…
Ofereço-te, assim ao carinho perfeito
o doce pranto de agradecimento
que me verte do peito.
As lágrimas que choro de alegria
refletem, uma a uma as estrelas de amor
que te engrandecem, – a tua glória em suma !…
És tudo de mais lindo que há no mundo,
– o agasalho a ternura calma e boa,
o refúgio de santo entendimento,
a presença que abençoa…
Desculpe, meu tesouro de esperança,
se não te sei nobilitar
o reino de bondade e sacrifício,
no sustento do lar!
E não sabendo, Mãe,
como louvar-te a celeste afeição,
rogando a Deus te glorifique a vida,
trago-te o coração.
Maria Dolores/Chico Xavier
do Livro Mãe
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